domingo, 13 de dezembro de 2009

Spiderman, spiderman ...


“É como se alcançasse o inalcansável sem estar preparado”, extraído da declaração de amor do Peter Parker para a Marie Jane. Mas descreve também o que eu sinto em relação ao amor. Me assusta por isso. É tão bom, tão lindo, tão pleno, tão completo que me assusta. Me dá essa sensação de impotência. De não estar preparado pra vivê-lo. O que me lembra “alguém” dizendo que eu tenho a mania de complicar o que é tão simples.
Mas eu não sou simples. E eu tenho medo. Medo de tudo. E estar bem também me dá medo. Medo de perder a felicidade (talvez, venha daí tanto ciúme), medo de querer sozinha, medo de estar sendo enganada, medo, medo, medo.
E tem coisa que apavore mais do que a sensação de “alcançar o inalcansável sem estar preparado”? Não estar preparada sempre me preocupou. Não faço prova sem estudar porque entendo que não tem porque provar que eu não sei. A prova (talvez não nos moldes atuais) deveria ser uma demonstração de aprendizado. E se eu não aprendi nada o que provar? Eu preciso me preparar.
“Alcançar o inalcansável” é quase como quando você ganha um vestido caríssimo de grife. Tão lindo que você não tem sapato, bolsa, maquiagem, jóia que combine (muitas vezes, sequer um cabelo que ajude).
De verdade, a sensação que eu sempre tive foi a de não ser digna de algo que, na minha concepção, é quase sagrado. Não sei se o que me falta é desmistificar o sentimento (simplificar como aquele alguém diria) ou me achar digna dele. Ou, como ele mesmo disse, andar metade do caminho de cada lado
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