quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amor, amor, amor


Esqueçam tudo o que já ouviram sobre amor. O amor dói. Não é eterno. As pessoas fazem barbaridades em nome do amor(Peguem como exemplo o amor à uma causa como os cristãos e a queima de bruxas ou o Nazismo). Uma pessoa não ama duas pessoas da mesma forma (Sim, sua mãe ama mais o seu irmão mais novo ou mais velho. Ela nem faz por mal. Mas vocês são pessoas diferentes). Amor e amizade são exatamente a mesma coisa, só que as pessoas põe uma conotação sexual no verbo amar. Os maus são, sim, capazes de amar. E fazem como quando a gente limpa só um pedacinho do sofá pra se sentar. "Naquele espaço" não cabe a sujeira do rancor, da mágoa, da mentira. O amor existe sim, mas é mais prático pensar no dinheiro e em todas as formas que ele se apresenta no nosso cotidiano. Aliás, o dinheiro também é digno de ser amado (Falo isso pensando em mim mesma). O amor faz sempre mal. É tenso, dá medo, é angustiante. Te deixa o tempo todo à flor da pele. Não deveria nem estar nos livros infantis tamanha a sua dureza. Crianças não estão aptas à entendê-lo. Não tem nada a ver com o músculo da vida, o coração. O amor se processa no cérebro. Onde o "ser amado" é sonhado, idealizado, construído e reconstruído pelas nossas ideias do que seja a felicidade.
Parte do amor romântico e fiel que conhecemos hoje, foi desenhado por uma Igreja que não queria filhos ilegítimos. Fidelidade? Quando você está na fase de encantamento é fácil ser fiel. Você não consegue pensar em mais ninguém. Não tenho experiência pra falar mas será que isso dura 30 anos?(Só pra pontuar, casamentos sim, duram até mais que isso)
CASAMENTO. Li uma frase que nunca vou esquecer que dizia algo próximo de "Deus inventou o amor para felicidade do homem. Veio o Diabo e confundiu tudo instituindo o casamento". Nem precisa me conhecer muito pra saber que eu tenho certa ternura por esse pensamento.
Santo Google. A frase é "Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e o amor com casamento", atribuída a Machado de Assis. Vejo a vida assim.

Mas então por que continuar tentando? Porque o lado bom supera o ruim. No tradeoff, o amor tem um custo de oportunidade menor do que a vida sem ele.

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