terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Medo do equilíbrio

Tenho medo de um dia me tornar uma pessoa equilibrada. Quando qualquer amigo ler isso, vai (depois de parar de gargalhar) dizer que eu não corro esse risco. Mas o meu medo é real. Vivo brincando dizendo que gente normal é chata. Gente que nunca perde a linha, centrada demais, que não toma um porre, não dá um show por ciúme, não grita, nunca mandou o próprio chefe à merda. Tem uma música do Rappa que fala sobre isso. Encaretar. Não é ser 100% porra louca. Mas só não quero deixar de dar a gargalhada natural e escandalosa que eu solto do nada. De fazer merda bem (ou mal) acompanhada quando eu tô com raiva, de rir dos meus defeitos e amá-los de todo coração, de ter amigos iguais a mim, de dar mais valor ao roqueiro bêbado que o malinha que sai cedo pra ir trabalhar mas fala da vida do outro que ficou bebendo na calçada. De defender com unhas e dentes qualquer injustiçado ou mesmo que com algum critério, criticado e massacrado pela sociedade em geral (odeio os “juízes do mundo”, minha amiga de trabalho diz que eles parecem que nasceram com uma cenoura encaixada em lugares impronunciáveis). Se pra ser “normal” tenho que abandonar meus vícios e defeitos, sorry, eu adoro a minha vida como ela é.

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