
Pensei em escrever sobre ilusão e logo me veio à cabeça: ilusionismo, mágica. Meu cérebro vai fazendo essas conexões e assim as coisas para mim fazem sentido. Por que o mágico que encanta crianças e adultos com coelhos que saem da cartola e pombas que saem de lenços é chamado de ilusionista?
Porque ele cria uma “falsa verdade”. Ele nos fazem crer por alguns minutos que sejam que é possível que adivinhar a carta que você escolheu sem vê-la ou que pode serrar sua linda assistente ao meio sem feri-la. É verdade que depois de adultos passamos mais tempo tentando descobrir uma falha que denuncie o truque do que seduzidos pelo show.
As crianças normalmente assistem bestificadas pensando: ”Como isso é possível?”
E nós adultos fazemos a mesma coisa. Geralmente, não em frente ao mágico de capa e varinha na mão. Mas mediante aos nossos sentimentos.
Recentemente, me iludi e me deixei iludir. Deixei que ele tirasse suas pombas da cartola. Que molhasse jornal e ele saísse seco. E eu ficava como uma boa expectadora do espetáculo, assimilando tudo da forma que era dito, sugerido. Lembro de ouvir de duas pequenas (no sentido de inferior mesmo) víboras que eu acreditava demais nele.
Mas ele também se iludiu tanto. Há quem pense que muito mais do que eu. Fechou os olhos para todos os meus defeitos. E de verdade, acho que comigo ele queria fazer o truque da carta que o mágico rasga e depois ela reaparece inteira. Queria me rasgar para fazer de novo.
Apesar de eu exercitar muito mais o meu lado ilusionista naquela relação, vejo que a recíproca também é verdadeira. Via Deus em forma de homem. Via Deus onde havia apenas um homem. E ninguém é perfeito.
Pena que agora, o mágico fez uma saída triunfal com um número de desaparecimento. Só não sei se fico sentada e assisto a uma outra apresentação ou me retiro do auditório.
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