quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Os meus, os seus, os nossos

Sou canceriana. Nascida em 4 de julho.(Não perco a oportunidade de dizer que por isso que é feriado "in the USA").E tenho um maldito instinto maternal.
Com meu filho isso serve pra eu estar sempre atenta em suprir suas necessidades materiais (roupa, alimento, escolinha, ...). É a minha primeira e maior preocupação.
O problema é com as demais pessoas porque essa merda vicia.
É como se você se sentisse capaz e pior, sentisse a necessidade de cuidar. Dos amigos, dos amores, da família.
Sempre notei uma diferença entre contar um problema para um amigo e para uma amiga. A mulher vai tentar me aconselhar, se colocar no meu lugar, passar raiva comigo e se não conseguir uma solução vai concluir com um:"Não sei o que te DIZER". (Ouço isso sempre)
O homem vai ouvir, me interromper algumas vezes enquanto eu conto para extrair mais dados e no final me dizer o que fazer. Mas isso como instruções, como quem explica um caminho. "Você segue por aqui, você fala isso, você ignora aquilo".

Nisso eu tenho uma visão mais próxima da dos meninos. Que unida com o instinto maternal me faz abraçar o problema alheio. Quando você me conta um problema, ele passa a ser "nosso" e eu preciso solucioná-lo.

É como a Matemática pra mim. O problema é uma equação. E toda equação pode ter uma, duas, três, ... soluções (dependendo do grau)ou nenhuma resposta "que pertença aos números reais".
E Matemática sempre foi mais diversão que obrigação na minha vida. Fora que a clareza matemática me encanta. Se eu e você resolvermos uma equação e chegarmos a resultados diferentes, alguém (vc! kkkkkkkkk) está errado. E eu não tô falando em arredondamento, frações e decimais, ou nada. A resposta é sempre uma só.
Fora o fato que, "de fora fica tudo mais fácil. Dificil é estar no olho do furacão". E ai é assim. Existem vários tipos de problemas. Os que envolvem dinheiro sempre são os mais simples. É sempre só dinheiro.
Tem os que envolvem o coração. E eu pra cupido só falta perder a vergonha na cara de vez e sair de fraldão por ai. Contabilizando rapidamente nos últimos meses, últimos 2ou 3 meses, eu interferi diretamente na vida de pelo menos, 8 casais. Sabia que faltava "tão poucoooooo" pra eles estarem juntos (e em um dos casos, pra eles terminarem de vez) e não aguentei, dei o empurrãozinho que faltava.
Mas nem sempre isso é bom. Sofro com o que não é meu. Muita gente acha que eu não deveria. Mas, idiotice à parte, quando tudo dá certo a sensação é ótima. De dever cumprido.

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