sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nice to meet you!

Tá frio aqui... Vou pegar uma blusa. Tô pensando sobre o que escrever. Minha mão com unhas longas esmaltadas de verde-abacate cobrem minha boca a cada vez que eu paro de digitar por um tempo. A linguagem corporal diria que eu quero conter as palavras, quero falar mas tenho medo. Maybe.
Voltei a fazer inglês depois de anos. Ficava na minha lista de pendências junto com fazer dieta, procurar informação sobre uma ação que movo contra uma empresa, pôr silicone, incorporar uma atividade física à minha rotina,...
Mas o curso já está ok. Comecei na última quarta. Estava cansadinha e precisava de uma boa novidade. Sou movida a elas.
Ontem mesmo, Ana disse que eu sou a consumista do nosso grupo e eu venho aqui me defender. É fato, eu consumo de forma quase compulsiva. Mas a verdade é que eu preciso da novidade, agregar coisas diferentes a minha realidade. Na falta de 'coisa' melhor, eu compro. E uma compra me dá uma satisfação similar a (ao menos tão bom que...) ter um novo namorado, um novo emprego, um novo amigo, fazer um novo curso ou qualquer outra coisa seguida do mesmo adjetivo.
Sou melhor enquanto estudo. Só que a conclusão é demorada e requer certo esforço. As aulas vão se complicando e vão passar a fazer 'parte integrante' da minha rotina. Sei da necessidade de conclui-lo e, talvez, eu realmente o conclua. Mas quando se tornar massante, eu posso mudar de unidade, de escola, arrumar um professor particular. São opções.
A maior novidade, no entanto, é a minha atual resolução de repensar a vida sozinha. Me autoanalisando noto que não estou preparada para cuidar de mais ninguém. Já tenho meu filho pelo qual nessa semana bateu um momento de culpa pelo fato da minha aula ser noturna e isso me impedir de pegá-lo acordado nesse dia da semana. No dia da matrícula, cheguei em casa, tomei um banho e fui pegá-lo na cama da minha mãe. Dá uma culpa, deixá-lo. Lembro do quanto chorei no primeiro dia que fui trabalhar depois que ele nasceu. comecei a chorar na véspera e durante o dia meus olhos marejavam o tempo todo. Uma sensação de impotência.
Dessa vez, a sensação foi diferente. Pensei:'Estou buscando uma vida futura melhor para nós dois. Privá-lo da minha cia hoje é para no futuro poder oferecer além de cia de uma pessoa mais realizada e consequentemente mais feliz, um futuro sócio-econômico melhor'. Talvez ele entenda.
Mas quanto ao relacionamento amoroso. Ter alguém dispende um cuidado que hoje, talvez, eu não tenha o tempo necessário. Sei que apaixonada você (ou pelo menos eu) esquece prioridades, faz literais loucuras. Mas nesse momento quero me dedicar efetivamente a uma nova carreira, a minha graduação, ao meu filho e família.
Porque o que a maioria das pessoas esquece é que um relacionamento se faz como uma rua de mão dupla. Afeto, cuidado, carinho tem que ir e vir, circular por ambas as mãos. O outro merece o mesmo apoio e respeito para sua vida, projetos & afins que eu busco.
Em se tratando de respeito (apesar das falas hiperpreconceituosas quanto a outras carreiras, por exemplo, nas manhãs de aula), tenho me posto cada dia mais no lugar do outro para entender suas opções. E tem me sido um ótimo exercício. É cansativo tentar impôr o padrão 'Eu' de ser. Uma certa nação imperialista não deve pensar assim xD.
Esse meu momento é especial porque tenho bem nítido ainda as coisas que eu fiz como filha e visualizo o que tenho e terei que fazer como mãe. Não tem ninguém errado na história. Como filha, por incrível que pareça, meu maior objetivo nunca foi o de perturbar minha mãe até o seu limite. E sim o de descobrir a vida, o mundo e o meu espaço nele.
Hoje eu tenho o meu espaço e um caminho a percorrer. Sei que preciso de alguém para compartilhar a viagem. O caminho fica mais leve quando se tem alguém para ouvir suas piadas ou secar as suas lágrimas, alguém para parar na trilha a noite e fazer amor na mata, alguém para carregar a sua mochila quando ela parecer pesada demais ou por quem você vai subir numa árvore para colher um fruto maduro. Alguém. Quem?

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