terça-feira, 11 de maio de 2010

Deus, Smith e o lesbianismo

Deus está para a humanidade assim com a 'mão invisível' da teoria smithiana está para o mercado. É a explicação que não explica muito o inexplicável (xD).
Quando todas as justificativas lógicas terminam e os 'fenômenos' são repetidos metodicamente e com certa constância esses conceitos vem para finalizar a discussão.
Eu acredito em ambos de forma muito particular. Conheço a dinâmica do preço de equílibrio e sou testemunha, como comerciante por vários anos, de como é impossível viver acima dele por muito tempo. Conheço a dinâmica do pensamento cristão. Nascida num lar evangélico, assimilei muito por estudo e por osmose. Sei que quando as esperanças fundamentadas no real se esvaem, o sobrenatural reaviva.
Estou no metrô, pensando no assunto porque ontem com as meninas entre uma palestra e outra, a discussão era sobre ser 'ateu' ou 'agnóstico'(Indo buscar o significado literal para Dona Thaíse no dicionário online )
Conheço mais agnósticos que ateus convictos.
Lembrei agora de um doce de menina que se dizia lésbica. No primeiro contato real com o homossexualismo sei que ela se assustou e se encolheu. Tempos depois, apareceu com um namoradinhO, o que, particularmente, me chocou.
Um amigo em comum já havia previsto isso. Sem o menor machismo no discurso, ele dizia que ela devia ter se decepcionado com os homens e que a quantidade de vezes que ela reafirmava sua opção sexual era mais para convencer a si mesma que à sociedade. E ele tinha razão.
Assim como um outro amigo que eu e algumas outras pessoas próximas chegamos à conclusão que o que ele chama de ateísmo é apenas um ressentimento com Deus. Ele O odeia e por isso O nega.
Eu respeitaria a posição dele de não acreditar mas vejo que ele simplesmente O questiona.
Questiona o porquê do sofrimento humano, da injustiça, da morte, da falta de amor. Questiona a suposta perfeição divina.
Vejo nele um grande conflito interno. Mas quem não os tem?
Deus decepciona, homens decepcionam e as falhas de mercado provam que a mão invisível também decepciona.
Não sei se, um dia, nós economistas, os filósofos, os fiéis, os religiosos, os conselheiros amorosos, a humanidade em geral, se nós teremos as respostas dessas perguntas. Muito provavelmente não durante a minha curta estadia nesse mundo. Mas como dizia um comercial de tv "Não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas".

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