quarta-feira, 5 de maio de 2010

Apoiado!

Cansada. Estou tentando estudar para uma matéria que 'qualquer macaco adestrado' (palavras de Thata) seria capaz de acompanhar. Na minha primeira prova, tirei 9,5. Mas essa está realmente me assustando (como todas as outras). Tenho um desempenho acima da média por alguns fatores como maturidade e falta de autoconfiança (sempre espero o pior resultado e tento evitar que ele seja tão drástico assim).
Essa semana uma das minhas frases no MSN era (fui buscar no hotmail para copiar e colar aqui). É exaustiva essa rotina de estudante com todos os outros papéis que se tem que desempenhar na vida adulta. Ainda bem que tenho muita gente me apoiando.
Sou a prova viva que ninguém vive sozinho. Esses dias falavámos de unhas, lembro de ter dito a minha amiga do café aqui que eu sou incapaz de me lembrar a última vez que lavei uma louça. Não tenho tempo para isso.
Essa sensação de apoio é maravilhosa. De que você não está sozinha. E parte das minhas crises de ansiedade vem justamente daí. Penso que eu tenho pouco tempo para dar uma família ao meu filho, com um 'paidrasto', irmão, ... enfim. Pouco tempo para pensar na vida acadêmica dele (e não que eu não pense desde que eu estava grávida). Eu quero que o meu filho tenha uma infraestrutura educacional, econômica e familiar. E eu tenho que correr atrás disso. Sozinha com o apoio dessas pessoas.
Sei que o colégio, o transporte escolar, o uniforme são de minha total responsabilidade. Mas também sei que posso contar com eles (minha mãe, meu irmão e o pai dele) para pegar na perua, ir a reunião da escola, ficarem com ele nos find de semana que eu trabalho.
Tenho medo da responsabilidade de educar. Não me perdoaria se errasse nisso. Não acho que o fato dele ser bem sucedido em todos os aspectos da vida depende só de mim mas acredito que é a educação quem dá as diretrizes para isso.
Meu filho é meu maior amor e essa é a minha forma de provar isso para ele. Não projetando meus sonhos na vida dele mas tentando dar as ferramentas para que no futuro ele possa levar a vida dele como ele achar melhor.

Tenho controlado mais a ansiedade mas sem nenhuma providência categórica. Tenho tido TPM's terríveis e machucado algumas pessoas entre elas. Acho que o problema é um desequílibrio hormonal (e não mental como parece, às vezes).
Tenho dormido mais, comido menos e voltei às atividades físicas. Tenho repetido mais do meu próprio mantra 'Existem problemas que eu posso resolver e com esses eu não me preocupo porque, afinal, eles tem solução. E existem problemas que eu NÃO posso resolver e com esses eu também não me preocupo já que eles não tem solução'.

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