quarta-feira, 14 de abril de 2010

O descanso da guerreira

Nos grandes épicos, todo cavaleiro do bem tem uma linda amada que o aguarda em um vestido de tecido leve, cor suave e esvoaçante, olhos claros e doces, com uma compreensão que faz pensar porque ela não procura marcas de unhas no pescoço ou de batom na armadura. Ela simplesmente o ajuda a tirá-la e prepara o banho. Sem submissão mas com um companheirismo acolhedor.
Saí pra vida, lutei a minha luta. Agora eu quero um cavaleiro particular. Que cuide de mim quando eu retorne pra casa (espero que ninguém entenda isso como um marido ... quem me conhece sabe da aversão que eu tenho à ideia). O colo (e eu tenho repetido inúmeras vezes essa palavra nos últimos dias).
A armadura de amazona (Shena, a princesa guerreira?) ficou pesada demais quando se junta ao cansaço do limite corporal e mental.
Me perdoa o cansaço, a falta de vontade de detalhar certas coisas (ou às vezes, a vontade de detalhar excessivamente). Não me cobra. Só me acolhe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário