Nada me define melhor do que o caranguejo que simboliza meu signo solar. Uma contradição. Será? Casca dura DEMAIS por fora,molinho DEMAIS por dentro.
Por dentro como a manteiga. Que qualquer apertão deforma. Que se for esquentada, derrete. Que toma a forma do seu recipiente. e, de certa forma, gruda, mancha. Um pedaço de tecido ou papel jamais será o mesmo depois de ser tocado por ela.
Por fora, a armadura medieval. Negra e lustrosa. Imponente. Admirável amazona de armadura completa.
Mas quando eu enfim a tiro, vem a decepção. Surge um ser franzino e feio. Quase débil, doente. De articulações corrompidas com manchas roxeadas. Isso assusta.
A mim? Não. Sempre fui só isso. Mergulhar em mim (ideias e ideais, razões e sentimentos) é para poucos. Como salvar a princesa Fiona naquela torre.
Então, para facilitar, eu a visto novamente com certo pesar. Afinal vestida assim sou incapaz de sentir um toque de carinho, sequer fazê-lo.
A frieza cortante do toque do metal também assusta quem se aproxima. Então ela, a armadura, tornou-se a minha maior paixão. A aplaudida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário