Nada me define melhor do que o caranguejo que simboliza meu signo solar. Uma contradição. Será? Casca dura DEMAIS por fora,molinho DEMAIS por dentro.
Por dentro como a manteiga. Que qualquer apertão deforma. Que se for esquentada, derrete. Que toma a forma do seu recipiente. e, de certa forma, gruda, mancha. Um pedaço de tecido ou papel jamais será o mesmo depois de ser tocado por ela.
Por fora, a armadura medieval. Negra e lustrosa. Imponente. Admirável amazona de armadura completa.
Mas quando eu enfim a tiro, vem a decepção. Surge um ser franzino e feio. Quase débil, doente. De articulações corrompidas com manchas roxeadas. Isso assusta.
A mim? Não. Sempre fui só isso. Mergulhar em mim (ideias e ideais, razões e sentimentos) é para poucos. Como salvar a princesa Fiona naquela torre.
Então, para facilitar, eu a visto novamente com certo pesar. Afinal vestida assim sou incapaz de sentir um toque de carinho, sequer fazê-lo.
A frieza cortante do toque do metal também assusta quem se aproxima. Então ela, a armadura, tornou-se a minha maior paixão. A aplaudida.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Sangrando...
Há alguns anos, estava tomando banho no banheiro ao lado quando a música que eu ouvia no aparelho de som portátil que estava em cima do balcão da pia acabou e quem me conhece sabe que ouvir uma música uma única vez não é para mim. Estava depilando as pernas mas mesmo repleta de espuma, me levantei e coloquei aquela faixa para repetir.
Não havia notado que, ao sair, tinha deixado cair o aparelho. Ao voltar, pisei nele e o peso do meu corpo fez com que aquela borda plástica se quebrasse e a lâmina entrasse como uma faca no meu pé. Doeu muito. O corte foi profundo.
Só consegui ver o sangue de fato após esvaziar a banheira e acabar com toda aquela espuma. E nada fazia parar de sangrar.
Eu chorava e reafirmava que ponto eu não ia levar. Minha mãe colocou café, açúcar, ... (Por que nessas horas ninguém diz:'Vai buscar vodca que é bom'? xD)Uma hora, parou de sangrar.
Estava de short e blusa de frio, o corte pulsava, doía, ... E o que eu ia fazer? Tentei sair do sofá numa sala e chegar a outra. Próximo à escada da sala de jantar, após uns dez passos, meio pulados, meio na ponta do pé formou-se uma enorme poça, eu diria, uma lagoa de sangue no piso de fundo branco.
Eu, particularmente, acho linda a cor viva do sangue. Mas voltei a chorar. Não pela dor ou pelo sangue mas porque me vi impossibilitada ... de andar, de sair dali.
Meu irmão sabe o quanto me restringir os movimentos me irrita. Quando a gente brincava, ele me segurava e com o peso do seu corpo me impossibilitava sair do lugar. Sempre acabava perguntando de onde uma coisinha do meu tamanho tirava forças para me desvencilhar. A inércia nunca foi um estado cogitável para mim.
A cena da poça de sangue se repetiu mais algumas vezes naquela semana. A do choro, cada vez menos.
E é assim que eu me sinto hoje. Achei que uma ferida no coração tinha cicatrizado mas, como no meu pé, qualquer movimento faz com que ela desate a sangrar novamente.
Pior que dessa vez eu até estou disposta a tomar os pontos. Só me digam onde, por favor.
O sangue quer apenas fazer o que ele sempre fez. Correr livre, passear pelas artérias transportando oxigênio, nutrientes, fazendo os soldadinhos da defesa imunológica circularem (todo mundo já viu essa ilustração em revista educativa né?) ... A imprudente que se cortou fui eu. Como sempre, a culpa é minha.
O sangue não pediu para sair mas tinha uma porteira aberta no seu caminho natural. Pior que eu já admirei sua beleza e as formas que as poças podem tomar.
E agora o que eu faço? Dessa vez, inúmeras semanas, uma após a outra se passaram e 'The New Dom Juan de Marco' continua a plainar pelos meus pensamentos, meus sonhos secretos.
E agora o que é que eu faço?
Não havia notado que, ao sair, tinha deixado cair o aparelho. Ao voltar, pisei nele e o peso do meu corpo fez com que aquela borda plástica se quebrasse e a lâmina entrasse como uma faca no meu pé. Doeu muito. O corte foi profundo.
Só consegui ver o sangue de fato após esvaziar a banheira e acabar com toda aquela espuma. E nada fazia parar de sangrar.
Eu chorava e reafirmava que ponto eu não ia levar. Minha mãe colocou café, açúcar, ... (Por que nessas horas ninguém diz:'Vai buscar vodca que é bom'? xD)Uma hora, parou de sangrar.
Estava de short e blusa de frio, o corte pulsava, doía, ... E o que eu ia fazer? Tentei sair do sofá numa sala e chegar a outra. Próximo à escada da sala de jantar, após uns dez passos, meio pulados, meio na ponta do pé formou-se uma enorme poça, eu diria, uma lagoa de sangue no piso de fundo branco.
Eu, particularmente, acho linda a cor viva do sangue. Mas voltei a chorar. Não pela dor ou pelo sangue mas porque me vi impossibilitada ... de andar, de sair dali.
Meu irmão sabe o quanto me restringir os movimentos me irrita. Quando a gente brincava, ele me segurava e com o peso do seu corpo me impossibilitava sair do lugar. Sempre acabava perguntando de onde uma coisinha do meu tamanho tirava forças para me desvencilhar. A inércia nunca foi um estado cogitável para mim.
A cena da poça de sangue se repetiu mais algumas vezes naquela semana. A do choro, cada vez menos.
E é assim que eu me sinto hoje. Achei que uma ferida no coração tinha cicatrizado mas, como no meu pé, qualquer movimento faz com que ela desate a sangrar novamente.
Pior que dessa vez eu até estou disposta a tomar os pontos. Só me digam onde, por favor.
O sangue quer apenas fazer o que ele sempre fez. Correr livre, passear pelas artérias transportando oxigênio, nutrientes, fazendo os soldadinhos da defesa imunológica circularem (todo mundo já viu essa ilustração em revista educativa né?) ... A imprudente que se cortou fui eu. Como sempre, a culpa é minha.
O sangue não pediu para sair mas tinha uma porteira aberta no seu caminho natural. Pior que eu já admirei sua beleza e as formas que as poças podem tomar.
E agora o que eu faço? Dessa vez, inúmeras semanas, uma após a outra se passaram e 'The New Dom Juan de Marco' continua a plainar pelos meus pensamentos, meus sonhos secretos.
E agora o que é que eu faço?
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Uma Distância Há
A Distance There Is
Theatre Of Tragedy
Composição: Raymond Istvan RohonnyiUma Distância Há
Deixai a chuva, vós dizeis
Mas vós nunca pisastes adiante
E sou capturada, sou capturada
Há uma distância
Nenhuma, exceto a mim e ao punhal
Crepitando sobre o telhado
Contemplai, pois não é a chuva
Destarte tenho que ser
Não beberei teu vinho de vindima, meu querido
Tendes vós considerado que de inocência sou
Contudo deixastes vossa dama em perigo
Vós deixastes-me tostar
Meu coração, meu coração, meu coração
Meu coração, meu coração, meu coração
De fragilidade é o meu coração
Minha pálida pele de damasco tom
Quando vós, vossas lágrimas tivestes recônditas, "voltai", vós dizeis
Lá, em breve estarei
Mas como poderei correr, quando meus ossos, meu coração
Vós arrancastes?
Mas, correi, vós dizeis
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
E lá, então, eu contemplo, que o tempo virá
Quando por mais uma vez morta eu estiver, vós dizeis-me para sem demora partir
E parto, e parto, e parto, e parto
E parto, com o punhal e lágrimas em mãos
Vede, as sombras, o céu diminuindo-se
Então por meio de um forte golpe caminho antes de correr e derreter-me em crepúsculo
Em minha mente qual o resultado
Parece como se fosse impróprio mudar de qualquer modo?
Afinal de contas, vós deixastes-me por esses anos, afundar-me nas emocionais profundezas
A encharcada e sombria cortina aveludada pendura-se em mim
Tornando meus sentimentos distantes de nosso tão ignorante mundo
Todos os belos momentos compartilhados, deliberadamente empurrados adiante
Afinal de contas, vós deixastes-me por esses anos, afundar-me nas emocionais profundezas
A encharcada e sombria cortina aveludada pendura-se em mim
Tornando meus sentimentos distantes de nosso tão ignorante mundo
Todos os belos momentos compartilhados, deliberadamente empurrados adiante
Há uma distância
Há uma distância
(Banda que o Thomaz me apresentou rs*)
Theatre Of Tragedy
Composição: Raymond Istvan RohonnyiUma Distância Há
Deixai a chuva, vós dizeis
Mas vós nunca pisastes adiante
E sou capturada, sou capturada
Há uma distância
Nenhuma, exceto a mim e ao punhal
Crepitando sobre o telhado
Contemplai, pois não é a chuva
Destarte tenho que ser
Não beberei teu vinho de vindima, meu querido
Tendes vós considerado que de inocência sou
Contudo deixastes vossa dama em perigo
Vós deixastes-me tostar
Meu coração, meu coração, meu coração
Meu coração, meu coração, meu coração
De fragilidade é o meu coração
Minha pálida pele de damasco tom
Quando vós, vossas lágrimas tivestes recônditas, "voltai", vós dizeis
Lá, em breve estarei
Mas como poderei correr, quando meus ossos, meu coração
Vós arrancastes?
Mas, correi, vós dizeis
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
Eu corro, eu corro, eu corro
E lá, então, eu contemplo, que o tempo virá
Quando por mais uma vez morta eu estiver, vós dizeis-me para sem demora partir
E parto, e parto, e parto, e parto
E parto, com o punhal e lágrimas em mãos
Vede, as sombras, o céu diminuindo-se
Então por meio de um forte golpe caminho antes de correr e derreter-me em crepúsculo
Em minha mente qual o resultado
Parece como se fosse impróprio mudar de qualquer modo?
Afinal de contas, vós deixastes-me por esses anos, afundar-me nas emocionais profundezas
A encharcada e sombria cortina aveludada pendura-se em mim
Tornando meus sentimentos distantes de nosso tão ignorante mundo
Todos os belos momentos compartilhados, deliberadamente empurrados adiante
Afinal de contas, vós deixastes-me por esses anos, afundar-me nas emocionais profundezas
A encharcada e sombria cortina aveludada pendura-se em mim
Tornando meus sentimentos distantes de nosso tão ignorante mundo
Todos os belos momentos compartilhados, deliberadamente empurrados adiante
Há uma distância
Há uma distância
(Banda que o Thomaz me apresentou rs*)
terça-feira, 25 de maio de 2010
Top 10
As músicas que eu gostaria de cantar para você:
1) “Eu vivo buscando em alguém, alguma coisa que eu sei que só existe em você. Eu quero a metade de mim que é você. O riso que irradia o mundo e que me faz viver. Eu não agüento mais essa saudade e essa solidão que me invade e me faz ver...Tudo que eu quero é você de volta...”
2) “Será que é difícil entender porque eu ainda insisto em nós?”
3) “Quis enganar meu coração mas foi em vão. A verdade vem e não dá. E eu só penso em te encontrar. Eu quero o teu amor. Se eu disser que perdi a direção. Se eu disser que machuquei meu coração quando eu disse não. Tudo que eu vejo só lembra você e é impossível te esquecer”
4) “Porque eu sei que é amor”
5) “Procuro evitar comparações entre flores e declarações. Eu tento te esquecer”
6) “Há muito tempo eu não crescia o que eu cresci contigo”
7) “Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar”
8) “Não, não chega perto que eu enfraqueço, perco a razão. É, tô inseguro, devendo a juros pro coração”
9) “E agora que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentando me encontrar. Vou perdendo, buscando em outros braços seus abraços”
10) “ Tentei te esquecer, não deu. Pensei que fosse mais forte que esse amor. Ó minha paixão, sou teu. Por mais que eu queira disfarçar como estou, o meu coração se nega a aceitar. Passa o tempo eu não me esqueço de te amar”
1) “Eu vivo buscando em alguém, alguma coisa que eu sei que só existe em você. Eu quero a metade de mim que é você. O riso que irradia o mundo e que me faz viver. Eu não agüento mais essa saudade e essa solidão que me invade e me faz ver...Tudo que eu quero é você de volta...”
2) “Será que é difícil entender porque eu ainda insisto em nós?”
3) “Quis enganar meu coração mas foi em vão. A verdade vem e não dá. E eu só penso em te encontrar. Eu quero o teu amor. Se eu disser que perdi a direção. Se eu disser que machuquei meu coração quando eu disse não. Tudo que eu vejo só lembra você e é impossível te esquecer”
4) “Porque eu sei que é amor”
5) “Procuro evitar comparações entre flores e declarações. Eu tento te esquecer”
6) “Há muito tempo eu não crescia o que eu cresci contigo”
7) “Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar”
8) “Não, não chega perto que eu enfraqueço, perco a razão. É, tô inseguro, devendo a juros pro coração”
9) “E agora que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentando me encontrar. Vou perdendo, buscando em outros braços seus abraços”
10) “ Tentei te esquecer, não deu. Pensei que fosse mais forte que esse amor. Ó minha paixão, sou teu. Por mais que eu queira disfarçar como estou, o meu coração se nega a aceitar. Passa o tempo eu não me esqueço de te amar”
De quatro
4 letras malditas. Amor. 4 letras que não saem do meu pensamento. Você. 4 letras que me atormentam.
Ah, o amor!
Não acreditem em nada. O mundo é feio. É sujo.
Os salários são de subsistência. As crianças sofrem. As catástrofes naturais matam porque o planeta não nos quer aqui. Deus e o amor são postos para amenizar a dor de viver. São o ópio do povo como um sábio já disse.
Se quiser, se iluda! Não reclame quando eles não sanarem seus anseios. Não os amaldiçoe quando a dor for maior que você.
Você é apenas o excremento do mundo. Ele faz força para te expelir e você só pode tentar resistir o mais bravamente possível.
Ou então ame, creia. E siga despercebido até ser cuspido. Até os meus míseros dias se findarem. Até ele conseguir provar que nunca precisou de você para nada.
Vire o adubo, o qual ele só precisava para manter uma vida que ele próprio abomina.
Os salários são de subsistência. As crianças sofrem. As catástrofes naturais matam porque o planeta não nos quer aqui. Deus e o amor são postos para amenizar a dor de viver. São o ópio do povo como um sábio já disse.
Se quiser, se iluda! Não reclame quando eles não sanarem seus anseios. Não os amaldiçoe quando a dor for maior que você.
Você é apenas o excremento do mundo. Ele faz força para te expelir e você só pode tentar resistir o mais bravamente possível.
Ou então ame, creia. E siga despercebido até ser cuspido. Até os meus míseros dias se findarem. Até ele conseguir provar que nunca precisou de você para nada.
Vire o adubo, o qual ele só precisava para manter uma vida que ele próprio abomina.
Irritanteeee!
Sabe o que mais me irrita em você? Sou eu. É o fato de eu precisar do gosto da sua boca para continuar vivendo. O fato de toda palavra saída dela me alimentar como o leite materno a um bebê. E você já viu como eles crescem quando amamentados pela mãe?
Existem bilhões de pessoas no mundo. Porque nossos caminhos precisavam se cruzar? Seríamos mais felizes se nunca, em momento algum das nossas existências, tivemos nos conhecido.
E isso também me irrita em você. Por que foi amistoso? Por que sorriu de volta?
E você, o tonto! Sabia no que isso ia dar. Será que você tem prazer na dor? Só pode.
E ainda me disse, certa vez, que não deixaria de tentar. Sofrer? Quase morrer? Pra que?
Admiro sua força. Talvez seja só uma imbecilidade nata. Uma ilusão de que o mundo é como os filmes hollywoodianos.
Sua fé nas pessoas, sua doçura, sua doação pessoal só estão nesse mundo para tirar minha paz. Nossa, como você me irrita!
Existem bilhões de pessoas no mundo. Porque nossos caminhos precisavam se cruzar? Seríamos mais felizes se nunca, em momento algum das nossas existências, tivemos nos conhecido.
E isso também me irrita em você. Por que foi amistoso? Por que sorriu de volta?
E você, o tonto! Sabia no que isso ia dar. Será que você tem prazer na dor? Só pode.
E ainda me disse, certa vez, que não deixaria de tentar. Sofrer? Quase morrer? Pra que?
Admiro sua força. Talvez seja só uma imbecilidade nata. Uma ilusão de que o mundo é como os filmes hollywoodianos.
Sua fé nas pessoas, sua doçura, sua doação pessoal só estão nesse mundo para tirar minha paz. Nossa, como você me irrita!
Espelho
Sinto falta da segurança que a sua presença me dá. O aconchego da sua amizade, da sua proteção. O carinho, o ciúme, a cia. Tudo sob medida. Como um vestido. Com encaixe perfeito, realçando meus atributos, me mostrando na minha melhor forma.
Gosto de você. Mas gosto mais de mim quando estou com você. Vai ver suas virtudes são contagiosas. Vai ver a alegria em que me encontro quando você está perto me faça uma pessoa melhor.
Eu chamo isso de amor. Mas como qualquer outra coisa na minha vida, foda-se o título!
Gosto de você. Mas gosto mais de mim quando estou com você. Vai ver suas virtudes são contagiosas. Vai ver a alegria em que me encontro quando você está perto me faça uma pessoa melhor.
Eu chamo isso de amor. Mas como qualquer outra coisa na minha vida, foda-se o título!
Eu
Ana me mandou pelo MSN, análises numerológicas. Com vocês, eu:
Líder por natureza e muito confiante em tudo aquilo que realiza, você tem sempre um objetivo a alcançar na vida e nunca se deixa abater por nada, por mais difícil que isso possa parecer. É bastante controlada em suas finanças e determinada em suas ações com a família e amigos. Aprecia os objetos exóticos e vibra com lugares bonitos. No relacionamento amoroso, costuma usar um pouco de autoridade; quer sempre comandar. No sexo, vive buscando novidades e adora fazer surpresas que deixem a pessoa amada muito feliz
Você tem um mistério que fascina e encanta a todos. É difícil adivinhar seus desejos e sonhos mais íntimos. Mas às vezes, tem necessidade de confidenciar seus segredos para os amigos e pessoas mais próximas. É bom conter um pouco esta tendência para que não revele demais sua vida pessoal, pois tem uma certa ingenuidade que leva você a confiar demais em pessoas erradas. Você é muito ligada a coisas materiais, é charmosa e elegante. A segurança e o conforto são fundamentais, por isso tem forte tendência a gostar de coisas luxuosas e caras. Você é observadora e persistente, sempre luta com muita garra e força para alcançar seus objetivos. No amor, procura uma pessoa sincera e verdadeira, para que possa compartilhar os bons e os maus momentos de sua vida.
(Não tô afim de comentar)
Líder por natureza e muito confiante em tudo aquilo que realiza, você tem sempre um objetivo a alcançar na vida e nunca se deixa abater por nada, por mais difícil que isso possa parecer. É bastante controlada em suas finanças e determinada em suas ações com a família e amigos. Aprecia os objetos exóticos e vibra com lugares bonitos. No relacionamento amoroso, costuma usar um pouco de autoridade; quer sempre comandar. No sexo, vive buscando novidades e adora fazer surpresas que deixem a pessoa amada muito feliz
Você tem um mistério que fascina e encanta a todos. É difícil adivinhar seus desejos e sonhos mais íntimos. Mas às vezes, tem necessidade de confidenciar seus segredos para os amigos e pessoas mais próximas. É bom conter um pouco esta tendência para que não revele demais sua vida pessoal, pois tem uma certa ingenuidade que leva você a confiar demais em pessoas erradas. Você é muito ligada a coisas materiais, é charmosa e elegante. A segurança e o conforto são fundamentais, por isso tem forte tendência a gostar de coisas luxuosas e caras. Você é observadora e persistente, sempre luta com muita garra e força para alcançar seus objetivos. No amor, procura uma pessoa sincera e verdadeira, para que possa compartilhar os bons e os maus momentos de sua vida.
(Não tô afim de comentar)
Os deuses devem estar loucos ...
Lembra dos deuses que observavam a nós, meros mortais, do Olimpo na mitologia Grega? Que apesar de desceram à terra para tórridos casos de amor, brincavam com os destinos humanos?
Então ... Você, na minha vida, só pode ser uma piada deles. Foi a pessoa perfeitamente certa no momento mais errado possível.
Sempre me deu a impressão de ganhar na loteria acumulada, conferir os números que eu sei que joguei no jornal e não saber onde foi parar o bilhete. Uma ida do céu ao inferno em questão de segundos.
E eu que adoro me sentir culpada então penso: ‘De quem é a culpa por não saber onde está o bilhete?’
Mas não adianta me culpar, não adianta jogar os mesmos números novamente. A probabilidade é remota de um novo sorteio com a mesma sequência.
Sonhei com as pessoas que ajudaria com o prêmio, as necessidades de consumo que sanaria, os mimos que subsidiaria.
Riam! Porque se jogar com a vida humana dá algum prazer, minha existência é quase que um orgasmo divino. Riam porque eu não já não agüento mais sofrer e chorar...
Então ... Você, na minha vida, só pode ser uma piada deles. Foi a pessoa perfeitamente certa no momento mais errado possível.
Sempre me deu a impressão de ganhar na loteria acumulada, conferir os números que eu sei que joguei no jornal e não saber onde foi parar o bilhete. Uma ida do céu ao inferno em questão de segundos.
E eu que adoro me sentir culpada então penso: ‘De quem é a culpa por não saber onde está o bilhete?’
Mas não adianta me culpar, não adianta jogar os mesmos números novamente. A probabilidade é remota de um novo sorteio com a mesma sequência.
Sonhei com as pessoas que ajudaria com o prêmio, as necessidades de consumo que sanaria, os mimos que subsidiaria.
Riam! Porque se jogar com a vida humana dá algum prazer, minha existência é quase que um orgasmo divino. Riam porque eu não já não agüento mais sofrer e chorar...
Perfeição
Num mundo perfeito, sua alma seria minha assim como eu já te entreguei a minha vida. Meu filho nunca choraria. Meus amados não teriam problemas
Num mundo perfeito, eu acordaria e dormiria ao seu lado. E após fazermos amor, eu te diria pela milésima vez o quão agraciada fui pelas forças do Bem por você existir. E teríamos filhos. Crianças felizes que pulariam na cama pela manhã, sorridentes como num comercial de margarina.
Num mundo perfeito, envelheceríamos juntos. Um cuidando do outro. E cada nova ruga seria uma testemunha do tamanho do nosso amor.
Num mundo perfeito, idiotice nenhuma separaria dois corações que precisam de afeto, que querem aconchego e que têm tanta semelhança.
Num mundo perfeito, você seria meu porque mesmo na imperfeição, injustiça e maldade que imperam nesse mundo meu corpo, alma, coração e pensamento sempre foram seus, independente do que eu diga.
Num mundo perfeito, eu acordaria e dormiria ao seu lado. E após fazermos amor, eu te diria pela milésima vez o quão agraciada fui pelas forças do Bem por você existir. E teríamos filhos. Crianças felizes que pulariam na cama pela manhã, sorridentes como num comercial de margarina.
Num mundo perfeito, envelheceríamos juntos. Um cuidando do outro. E cada nova ruga seria uma testemunha do tamanho do nosso amor.
Num mundo perfeito, idiotice nenhuma separaria dois corações que precisam de afeto, que querem aconchego e que têm tanta semelhança.
Num mundo perfeito, você seria meu porque mesmo na imperfeição, injustiça e maldade que imperam nesse mundo meu corpo, alma, coração e pensamento sempre foram seus, independente do que eu diga.
Só agora acabou
Desligar-se. Da empresa, do amor, do mundo. Das lembranças, do passado, do futuro sonhado. Apagar. Deletar.
Não consigo. Não quero. Não posso.
Porque, talvez, eu encare essas imagens, histórias & afins como grandes companheiras. Como o caminho mais curto para o sorriso saudoso.
Nunca vou esquecer uma amiga com quem, algumas vezes, tive que ser mais dura. A vontade que eu tinha era de sacudi-la para ver se ela via a realidade que a cercava. A forma como estava deixando sua vida passar esperando por alguém que estava numa posição confortabilíssima e que eu, particularmente, não via a menor necessidade de mudança.
A resposta dela para o meu questionamento foi: ”Às vezes, tudo o que você tem é uma ilusão para se segurar no grande dilúvio que a sua vida pode ser”
O problema é que eu sempre estou atrás de terras secas para descansar meu corpo cansado de nadar. Eu sempre acredito que vai dar. Sempre vejo o copo meio cheio.
Mas o momento de otimismo acabou. Continua chovendo. Meus braços estão esgotados. Só preciso soltar o corpo, me deixar afundar. Sentir a água encher minhas narinas, invadir meus pulmões. Ver meu corpo desfalecer. Não deu. Eu tentei.
Não consigo. Não quero. Não posso.
Porque, talvez, eu encare essas imagens, histórias & afins como grandes companheiras. Como o caminho mais curto para o sorriso saudoso.
Nunca vou esquecer uma amiga com quem, algumas vezes, tive que ser mais dura. A vontade que eu tinha era de sacudi-la para ver se ela via a realidade que a cercava. A forma como estava deixando sua vida passar esperando por alguém que estava numa posição confortabilíssima e que eu, particularmente, não via a menor necessidade de mudança.
A resposta dela para o meu questionamento foi: ”Às vezes, tudo o que você tem é uma ilusão para se segurar no grande dilúvio que a sua vida pode ser”
O problema é que eu sempre estou atrás de terras secas para descansar meu corpo cansado de nadar. Eu sempre acredito que vai dar. Sempre vejo o copo meio cheio.
Mas o momento de otimismo acabou. Continua chovendo. Meus braços estão esgotados. Só preciso soltar o corpo, me deixar afundar. Sentir a água encher minhas narinas, invadir meus pulmões. Ver meu corpo desfalecer. Não deu. Eu tentei.
No cardápio
Tenho sentimentos estranhos por pessoas diferentes e não sei como defini-los. Tentando comparar com algo que eu entenda só achei uma comparação ‘razoável’. Razoável para eu entender, pelo menos.
Tenho me sentido como numa churrascaria rodízio. Vou lá pela picanha no alho, isso é fato. Mas a fome, o cansaço e a espera me fazem provar a calabresa apimentada e outros tipos de assados.
Não sei se deveria esperar. Sou louca pelo seu gosto. Se fechar os olhos sou capaz de sentir de novo a textura, o cheiro e o sabor único.
Sei dos malefícios de comer demais. Não quero sair sem provar de novo o gostinho de céu.
Não sei se o maior problema é realmente a minha gula ou o medo de a minha picanha não estar no cardápio do dia.
(Reflexão tosca de uma pessoa que está trabalhando sem net, sem almoço às 13:40 de um domingo tsc tsc tsc xD)
Tenho me sentido como numa churrascaria rodízio. Vou lá pela picanha no alho, isso é fato. Mas a fome, o cansaço e a espera me fazem provar a calabresa apimentada e outros tipos de assados.
Não sei se deveria esperar. Sou louca pelo seu gosto. Se fechar os olhos sou capaz de sentir de novo a textura, o cheiro e o sabor único.
Sei dos malefícios de comer demais. Não quero sair sem provar de novo o gostinho de céu.
Não sei se o maior problema é realmente a minha gula ou o medo de a minha picanha não estar no cardápio do dia.
(Reflexão tosca de uma pessoa que está trabalhando sem net, sem almoço às 13:40 de um domingo tsc tsc tsc xD)
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Nice to meet you!
Tá frio aqui... Vou pegar uma blusa. Tô pensando sobre o que escrever. Minha mão com unhas longas esmaltadas de verde-abacate cobrem minha boca a cada vez que eu paro de digitar por um tempo. A linguagem corporal diria que eu quero conter as palavras, quero falar mas tenho medo. Maybe.
Voltei a fazer inglês depois de anos. Ficava na minha lista de pendências junto com fazer dieta, procurar informação sobre uma ação que movo contra uma empresa, pôr silicone, incorporar uma atividade física à minha rotina,...
Mas o curso já está ok. Comecei na última quarta. Estava cansadinha e precisava de uma boa novidade. Sou movida a elas.
Ontem mesmo, Ana disse que eu sou a consumista do nosso grupo e eu venho aqui me defender. É fato, eu consumo de forma quase compulsiva. Mas a verdade é que eu preciso da novidade, agregar coisas diferentes a minha realidade. Na falta de 'coisa' melhor, eu compro. E uma compra me dá uma satisfação similar a (ao menos tão bom que...) ter um novo namorado, um novo emprego, um novo amigo, fazer um novo curso ou qualquer outra coisa seguida do mesmo adjetivo.
Sou melhor enquanto estudo. Só que a conclusão é demorada e requer certo esforço. As aulas vão se complicando e vão passar a fazer 'parte integrante' da minha rotina. Sei da necessidade de conclui-lo e, talvez, eu realmente o conclua. Mas quando se tornar massante, eu posso mudar de unidade, de escola, arrumar um professor particular. São opções.
A maior novidade, no entanto, é a minha atual resolução de repensar a vida sozinha. Me autoanalisando noto que não estou preparada para cuidar de mais ninguém. Já tenho meu filho pelo qual nessa semana bateu um momento de culpa pelo fato da minha aula ser noturna e isso me impedir de pegá-lo acordado nesse dia da semana. No dia da matrícula, cheguei em casa, tomei um banho e fui pegá-lo na cama da minha mãe. Dá uma culpa, deixá-lo. Lembro do quanto chorei no primeiro dia que fui trabalhar depois que ele nasceu. comecei a chorar na véspera e durante o dia meus olhos marejavam o tempo todo. Uma sensação de impotência.
Dessa vez, a sensação foi diferente. Pensei:'Estou buscando uma vida futura melhor para nós dois. Privá-lo da minha cia hoje é para no futuro poder oferecer além de cia de uma pessoa mais realizada e consequentemente mais feliz, um futuro sócio-econômico melhor'. Talvez ele entenda.
Mas quanto ao relacionamento amoroso. Ter alguém dispende um cuidado que hoje, talvez, eu não tenha o tempo necessário. Sei que apaixonada você (ou pelo menos eu) esquece prioridades, faz literais loucuras. Mas nesse momento quero me dedicar efetivamente a uma nova carreira, a minha graduação, ao meu filho e família.
Porque o que a maioria das pessoas esquece é que um relacionamento se faz como uma rua de mão dupla. Afeto, cuidado, carinho tem que ir e vir, circular por ambas as mãos. O outro merece o mesmo apoio e respeito para sua vida, projetos & afins que eu busco.
Em se tratando de respeito (apesar das falas hiperpreconceituosas quanto a outras carreiras, por exemplo, nas manhãs de aula), tenho me posto cada dia mais no lugar do outro para entender suas opções. E tem me sido um ótimo exercício. É cansativo tentar impôr o padrão 'Eu' de ser. Uma certa nação imperialista não deve pensar assim xD.
Esse meu momento é especial porque tenho bem nítido ainda as coisas que eu fiz como filha e visualizo o que tenho e terei que fazer como mãe. Não tem ninguém errado na história. Como filha, por incrível que pareça, meu maior objetivo nunca foi o de perturbar minha mãe até o seu limite. E sim o de descobrir a vida, o mundo e o meu espaço nele.
Hoje eu tenho o meu espaço e um caminho a percorrer. Sei que preciso de alguém para compartilhar a viagem. O caminho fica mais leve quando se tem alguém para ouvir suas piadas ou secar as suas lágrimas, alguém para parar na trilha a noite e fazer amor na mata, alguém para carregar a sua mochila quando ela parecer pesada demais ou por quem você vai subir numa árvore para colher um fruto maduro. Alguém. Quem?
Voltei a fazer inglês depois de anos. Ficava na minha lista de pendências junto com fazer dieta, procurar informação sobre uma ação que movo contra uma empresa, pôr silicone, incorporar uma atividade física à minha rotina,...
Mas o curso já está ok. Comecei na última quarta. Estava cansadinha e precisava de uma boa novidade. Sou movida a elas.
Ontem mesmo, Ana disse que eu sou a consumista do nosso grupo e eu venho aqui me defender. É fato, eu consumo de forma quase compulsiva. Mas a verdade é que eu preciso da novidade, agregar coisas diferentes a minha realidade. Na falta de 'coisa' melhor, eu compro. E uma compra me dá uma satisfação similar a (ao menos tão bom que...) ter um novo namorado, um novo emprego, um novo amigo, fazer um novo curso ou qualquer outra coisa seguida do mesmo adjetivo.
Sou melhor enquanto estudo. Só que a conclusão é demorada e requer certo esforço. As aulas vão se complicando e vão passar a fazer 'parte integrante' da minha rotina. Sei da necessidade de conclui-lo e, talvez, eu realmente o conclua. Mas quando se tornar massante, eu posso mudar de unidade, de escola, arrumar um professor particular. São opções.
A maior novidade, no entanto, é a minha atual resolução de repensar a vida sozinha. Me autoanalisando noto que não estou preparada para cuidar de mais ninguém. Já tenho meu filho pelo qual nessa semana bateu um momento de culpa pelo fato da minha aula ser noturna e isso me impedir de pegá-lo acordado nesse dia da semana. No dia da matrícula, cheguei em casa, tomei um banho e fui pegá-lo na cama da minha mãe. Dá uma culpa, deixá-lo. Lembro do quanto chorei no primeiro dia que fui trabalhar depois que ele nasceu. comecei a chorar na véspera e durante o dia meus olhos marejavam o tempo todo. Uma sensação de impotência.
Dessa vez, a sensação foi diferente. Pensei:'Estou buscando uma vida futura melhor para nós dois. Privá-lo da minha cia hoje é para no futuro poder oferecer além de cia de uma pessoa mais realizada e consequentemente mais feliz, um futuro sócio-econômico melhor'. Talvez ele entenda.
Mas quanto ao relacionamento amoroso. Ter alguém dispende um cuidado que hoje, talvez, eu não tenha o tempo necessário. Sei que apaixonada você (ou pelo menos eu) esquece prioridades, faz literais loucuras. Mas nesse momento quero me dedicar efetivamente a uma nova carreira, a minha graduação, ao meu filho e família.
Porque o que a maioria das pessoas esquece é que um relacionamento se faz como uma rua de mão dupla. Afeto, cuidado, carinho tem que ir e vir, circular por ambas as mãos. O outro merece o mesmo apoio e respeito para sua vida, projetos & afins que eu busco.
Em se tratando de respeito (apesar das falas hiperpreconceituosas quanto a outras carreiras, por exemplo, nas manhãs de aula), tenho me posto cada dia mais no lugar do outro para entender suas opções. E tem me sido um ótimo exercício. É cansativo tentar impôr o padrão 'Eu' de ser. Uma certa nação imperialista não deve pensar assim xD.
Esse meu momento é especial porque tenho bem nítido ainda as coisas que eu fiz como filha e visualizo o que tenho e terei que fazer como mãe. Não tem ninguém errado na história. Como filha, por incrível que pareça, meu maior objetivo nunca foi o de perturbar minha mãe até o seu limite. E sim o de descobrir a vida, o mundo e o meu espaço nele.
Hoje eu tenho o meu espaço e um caminho a percorrer. Sei que preciso de alguém para compartilhar a viagem. O caminho fica mais leve quando se tem alguém para ouvir suas piadas ou secar as suas lágrimas, alguém para parar na trilha a noite e fazer amor na mata, alguém para carregar a sua mochila quando ela parecer pesada demais ou por quem você vai subir numa árvore para colher um fruto maduro. Alguém. Quem?
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Lembranças
Eu sentada na fogueira do Kazebre. A casa da Aninha na Vila Progresso. Os beijos dentro do Uno vermelho. Acampar. Show dos Travessos com a Sandy. E todas as viagens da gente na truppie pagodeira. O Lelo. Chorar ouvindo Sem Compromisso, Pitty, Catedral, Crawberries, ... O Dirceu dormindo na minha casa enquanto a minha mãe viajava. (Será que dá pra contar todas as vezes que pensei nele? Duvido!rs*). Quermesse no XV. Pegar o primo do meu primo às escondidas. Tomar vinho na calçada. Falar besteira com o bobão do Rincon, que eu adoro, no portão (no meu ou no dele). Lotar o fusquinha do Bibi de mulher (Enquanto ele me apresentava amigos bonitinhos e as minhas amigas diziam 'nãos' nem tão sutis assim pra ele =/). Voltar pra casa do bar de rock num fusca lotado de gente que eu nunca vi. Dormir na casa de gente que eu nunca vi. Deixar a Li me esperando até amanhecer porque eu fui ali conversar. Rir até LITERALMENTE fazer xixi na calça com as Kellys. Fazer promessa de ficar um mês sem comer chocolate pra beijar alguém, beijar esse alguém dois dias depois da promessa e não me arrepender nem por um minuto nos demais 28 dias. Esvaziar um carro cheio de mulheres pra empurrar o carro da Wanda que resolveu quebrar em meio à Praça Silvio Romero lotada. A gente dançando axé nas festas (semanais) na casa da Catarina. A gente dançando axé em qualquer lugar. Os shows no parque do Carmo. As excursões da Profª Zenaide para os programas do SBT (Nunca peguei uma nota arremessada pelo Silvio Santos =/). A EBF. As idas à casa da tia Alaides e todas as viagens, casamentos, aniversários, festas e mais festas que a minha segunda mãe sempre nos pressionou a ir e que depois a gente curtia pra caramba. E o tio que NUNCA perguntava o caminho independente do tempo que estivéssemos perdidos. A casa da véinha (kkkkkkkkkkkkkk que a tia assustava o Ri anos depois). A cara do Ricardo quando eu o assustava (a melhor:'Drogarias vendem drogas. Ou seja, farmacêuticos são todos marginais)e a vontade de esganá-lo quando eu queria sair e ele vinha junto. Esperar a minha mãe na Penha porque a gente ia comprar roupas e sapatos. Cabular aula e ficar de papo na escada do posto de saúde. Todos os bares de rock por quais eu já passei. O primeiro, em frente à universidade, que eu ia com o meu namorado da 8ª série (isso foi nessa vida mesmo? kkkkkkkkkkkkkk). Sentar pra conversar no tronco de árvore que servia de banco, onde era a chácara da esquina. Descer a rua na minha Caloi vermelha mesmo quando ela já era pequena. Aposta de quem pegava o menino novo no colégio que, I'm sorry girls, não saia da minha casa. Jogar Atari com ele. Jogar Atari (e ponto). (Eu tinha 'medo' do tênis do Atari. Nunca vi um jogo tão mal feito). As coleções de papéis de carta das meninas. Comprar roupa nova para todo e qualquer fim de semana. Meu primeiro emprego. Meu primeiro pagamento.
Aiiiiiiiiiiiiii eu vivi ... Eu vivo rs*. Mas a lista ai tem um gosto todo especial e lembrar dessas pessoas que me amam tanto, que cuidaram de mim, com as quais eu fui tão feliz me deu um gás todo especial nessa tarde fria de sexta (niver das lokas: Sandy e Low) xD
Aiiiiiiiiiiiiii eu vivi ... Eu vivo rs*. Mas a lista ai tem um gosto todo especial e lembrar dessas pessoas que me amam tanto, que cuidaram de mim, com as quais eu fui tão feliz me deu um gás todo especial nessa tarde fria de sexta (niver das lokas: Sandy e Low) xD
Não adianta fugir ... Eles vão te pegar
Você já teve um sonho recorrente? Alice, personagem do filme, tinha. Eu tive por anos. Sonhava (ou 'pesadelava') que precisava correr, fugindo de alguém. Corria muito e quando o meu perseguidor quase me alcançava eu fazia força para acordar com medo.
Li algumas coisas sobre o assunto e basicamente a interpretação era de que eu fugia de algo acordada, uma situação que eu deixava de enfrentar e isso se refletia nos sonhos.
Na verdade, não era só uma fuga. Era quase uma corrida de obstáculos. Eu pulava muros, driblava uma série de coisas pelo caminho.
Faz anos que eu não tenho mais esse tipo de sonho. Não tenho guardado os lugares que vou enquanto durmo.
Lembrei disso porque ontem chegou aqui uma publicação da Unesp Ciência e sua capa traz a seguinte manchete: "'A Física da Economia' Teorias clássicas das finanças falham em evitar crises, e cientistas buscam modelos para prevê-las nas ciências naturais". Sempre pensei que me tornaria uma matemática e foi justamente a Física que me fez me voltar para Economia. Agora a maldita Física quer vir explicar as ciências econômicas também? E os fisiocratas, Malthus, Smith, Ricardo, Marx,...? =/
Na segunda fase da primeira vez que prestei Fuvest bombei em Física. E eu não fui sanar as minhas dúvidas sobre o assunto, eu fugi. Como no sonho. E talvez eu fugisse para o resto da vida. Só que a vida sempre faz questão de me colocar de frente ao mesmo problema até eu superá-los.
É assim com os meus relacionamentos pessoais. As pessoas me incomodam e se mostram incomodadas no mesmo ponto porque continuamos agindo da mesma forma (normalmente fugindo). É como se a partir dali eu só tivesse duas opções: parar ou encontrar outra saída, fora a habitual.
Não sei se falei sobre os caminhos de Alice no filme. Ela sempre se via de frente a uma bifurcação, sempre tinha que optar por um caminho sem saber ao certo onde ia dar.
Não li a reportagem ainda mas tenho certeza que é disso que ela fala. Projeções mostram caminhos que talvez não sejam os reais. Mas são baseados no comportamento típico do mercado. Só que bens de Giffen, monopólios, cartéis, por exemplo, são anomalias no funcionamento do mercado.
Mas voltando a minha querida Física ... Tão querida quanto alguns professores (Ironia nos lábios e nos dedos das minhas amigas soam bem melhor). A Física me fez lembrar que, como nos meus sonhos, fugir não resolve. Meus problemas continuarão a existir mesmo que eu os ignore, mesmo que eu opte por outra carreira ou por outro namorado. Eu preciso aprender onde eu estou errando e encarar todo e qualquer desafio de frente. Seja um exercício de mecânica ou óptica, seja numa conversa onde eu deveria abrir os meus sentimentos reais.
Problemas não resolvidos são como a água que nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna. E não basta ignorá-los, eles ressurgirão até serem resolvidos.
Li algumas coisas sobre o assunto e basicamente a interpretação era de que eu fugia de algo acordada, uma situação que eu deixava de enfrentar e isso se refletia nos sonhos.
Na verdade, não era só uma fuga. Era quase uma corrida de obstáculos. Eu pulava muros, driblava uma série de coisas pelo caminho.
Faz anos que eu não tenho mais esse tipo de sonho. Não tenho guardado os lugares que vou enquanto durmo.
Lembrei disso porque ontem chegou aqui uma publicação da Unesp Ciência e sua capa traz a seguinte manchete: "'A Física da Economia' Teorias clássicas das finanças falham em evitar crises, e cientistas buscam modelos para prevê-las nas ciências naturais". Sempre pensei que me tornaria uma matemática e foi justamente a Física que me fez me voltar para Economia. Agora a maldita Física quer vir explicar as ciências econômicas também? E os fisiocratas, Malthus, Smith, Ricardo, Marx,...? =/
Na segunda fase da primeira vez que prestei Fuvest bombei em Física. E eu não fui sanar as minhas dúvidas sobre o assunto, eu fugi. Como no sonho. E talvez eu fugisse para o resto da vida. Só que a vida sempre faz questão de me colocar de frente ao mesmo problema até eu superá-los.
É assim com os meus relacionamentos pessoais. As pessoas me incomodam e se mostram incomodadas no mesmo ponto porque continuamos agindo da mesma forma (normalmente fugindo). É como se a partir dali eu só tivesse duas opções: parar ou encontrar outra saída, fora a habitual.
Não sei se falei sobre os caminhos de Alice no filme. Ela sempre se via de frente a uma bifurcação, sempre tinha que optar por um caminho sem saber ao certo onde ia dar.
Não li a reportagem ainda mas tenho certeza que é disso que ela fala. Projeções mostram caminhos que talvez não sejam os reais. Mas são baseados no comportamento típico do mercado. Só que bens de Giffen, monopólios, cartéis, por exemplo, são anomalias no funcionamento do mercado.
Mas voltando a minha querida Física ... Tão querida quanto alguns professores (Ironia nos lábios e nos dedos das minhas amigas soam bem melhor). A Física me fez lembrar que, como nos meus sonhos, fugir não resolve. Meus problemas continuarão a existir mesmo que eu os ignore, mesmo que eu opte por outra carreira ou por outro namorado. Eu preciso aprender onde eu estou errando e encarar todo e qualquer desafio de frente. Seja um exercício de mecânica ou óptica, seja numa conversa onde eu deveria abrir os meus sentimentos reais.
Problemas não resolvidos são como a água que nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna. E não basta ignorá-los, eles ressurgirão até serem resolvidos.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
100%
Sou do tempo do 100%. Do tempo em que OU se era bonita ou inteligente. Ou mãe dedicada ou profissional de sucesso.
Mas hoje você tem que ser 100% tudo. E eu ainda tento ser 100% qualquer coisa.
Sofro porque não consigo resolver essa equação óbvia: 'Como ser 100% TUDO?'.
Isso somado ao que eu chamo de 'visão de atiradora de elite' (e que a 'plebe' chama de foco, simplesmente xD) me fazem quase surtar.
Vivo num mundo 'chapado'. minha visão é como a das salas de cinema tradicionais. Dois exemplos recentes:
1) Essa semana há uma série de palestras na universidade e eu não sabia que, até conhecia o prédio que eu precisava ir.
Parei de frente a ele e perguntei para uns guris se era ali mesmo. Saí procurando as meninas e voltei. Beto estava sentado e disse: 'Queria ver quanto tempo você demoraria para e ver aqui'.
2) Faço DIARIAMENTE o mesmo percurso há, aproximadamente, dois anos. Uso o tempo no transporte público para tudo: comer, estudar, tirar esmalte, ler, escrever (como agora), falar no cel, ...
NUNCA tinha reparado nos prédios pelos quais passo. Hoje foi como se um mundo em 3D se abrisse para mim.
Vivo entre um passado que eu não esqueço e um futuro que eu busco com todas as minhas forças. Ou seja, sempre no tempo ERRADO.
Vive-se o hoje, o PRESENTE. E eu gosto muito de um pensamento que diz que o presente é uma dádiva (def. Coisa oferecida a alguém. = dádiva, mimo, oferta, prenda).
Eu sei onde estivesse e onde quero estar mas nunca onde estou agora. Não vi o Beto naquele dia porque eu só me via na palestra que ia assistir.
Da mesma forma que eu não vi o caminho ou a árvore linda que a Thata descobriu em meio ao concreto ou qualquer outra manifestação da vida.
Ajo como um míssil teleguiado e por isso tenho tantos problemas com os 'kinder ovos' (pra usar a expressão do Fábio).
Sou avessa ao desconhecido,ao que não sei como lidar ou em que vai dar.
Tendo (de tendência) à rotina, à repetição, à mesmice. E como eu sei o quão chato isso pode ser, costumo reagir de forma contrária à maioria, ao que as pessoas esperam de mim. Odeio ser mais uma.
E isso é comumente rotulado de 'loucura'. O que é a loucura, senão, uma resposta inadequada a certas convenções?
Todo médio e grande amigo, um dia, já me chamou de louca. Ao que eu tenho orgasmos mentais em resposta. Nunca tive a pretensão de ser normal, ser medíocre, estar na média.
Mas hoje você tem que ser 100% tudo. E eu ainda tento ser 100% qualquer coisa.
Sofro porque não consigo resolver essa equação óbvia: 'Como ser 100% TUDO?'.
Isso somado ao que eu chamo de 'visão de atiradora de elite' (e que a 'plebe' chama de foco, simplesmente xD) me fazem quase surtar.
Vivo num mundo 'chapado'. minha visão é como a das salas de cinema tradicionais. Dois exemplos recentes:
1) Essa semana há uma série de palestras na universidade e eu não sabia que, até conhecia o prédio que eu precisava ir.
Parei de frente a ele e perguntei para uns guris se era ali mesmo. Saí procurando as meninas e voltei. Beto estava sentado e disse: 'Queria ver quanto tempo você demoraria para e ver aqui'.
2) Faço DIARIAMENTE o mesmo percurso há, aproximadamente, dois anos. Uso o tempo no transporte público para tudo: comer, estudar, tirar esmalte, ler, escrever (como agora), falar no cel, ...
NUNCA tinha reparado nos prédios pelos quais passo. Hoje foi como se um mundo em 3D se abrisse para mim.
Vivo entre um passado que eu não esqueço e um futuro que eu busco com todas as minhas forças. Ou seja, sempre no tempo ERRADO.
Vive-se o hoje, o PRESENTE. E eu gosto muito de um pensamento que diz que o presente é uma dádiva (def. Coisa oferecida a alguém. = dádiva, mimo, oferta, prenda).
Eu sei onde estivesse e onde quero estar mas nunca onde estou agora. Não vi o Beto naquele dia porque eu só me via na palestra que ia assistir.
Da mesma forma que eu não vi o caminho ou a árvore linda que a Thata descobriu em meio ao concreto ou qualquer outra manifestação da vida.
Ajo como um míssil teleguiado e por isso tenho tantos problemas com os 'kinder ovos' (pra usar a expressão do Fábio).
Sou avessa ao desconhecido,ao que não sei como lidar ou em que vai dar.
Tendo (de tendência) à rotina, à repetição, à mesmice. E como eu sei o quão chato isso pode ser, costumo reagir de forma contrária à maioria, ao que as pessoas esperam de mim. Odeio ser mais uma.
E isso é comumente rotulado de 'loucura'. O que é a loucura, senão, uma resposta inadequada a certas convenções?
Todo médio e grande amigo, um dia, já me chamou de louca. Ao que eu tenho orgasmos mentais em resposta. Nunca tive a pretensão de ser normal, ser medíocre, estar na média.
Parafraseando Alexandre Pires (Não me ame!)
Ando cansada de ter quem goste de mim. Quem gosta e briga, gosta e me deixa, gosta e não está aqui. Quero alguém que cuide concretamente de mim. Não quero um relacionamento, com título, honraria e pompa. Quero presença e contância.
Como na música "Você precisa de alguém que te dê segurança, senão você dança".
SÓ alguém pra chamar de meu, com quem eu me preocupar (como se eu não fizesse isso com todo e qualquer ser vivente), alguém pra quem eu reclamar, rir ou esperar pra contar aquela história fantástica.
Existem bilhões de seres e é impossível que ninguém mais pense assim. Tirando os enganos do caminho, ainda acredito que seja possível.
Até porque diante de tanto 'amor' e um vazio de mesma proporção, a cada dia que passa a frase da Low, tirada do funk me parece cada vez mais convidativa "Acabou o namoro, viva a putaria!" xD
Como na música "Você precisa de alguém que te dê segurança, senão você dança".
SÓ alguém pra chamar de meu, com quem eu me preocupar (como se eu não fizesse isso com todo e qualquer ser vivente), alguém pra quem eu reclamar, rir ou esperar pra contar aquela história fantástica.
Existem bilhões de seres e é impossível que ninguém mais pense assim. Tirando os enganos do caminho, ainda acredito que seja possível.
Até porque diante de tanto 'amor' e um vazio de mesma proporção, a cada dia que passa a frase da Low, tirada do funk me parece cada vez mais convidativa "Acabou o namoro, viva a putaria!" xD
terça-feira, 11 de maio de 2010
Mel* no País das Maravilhas (se vc não viu o filme, não leia!)
Ontem fomos assistir "Alice no País das Maravilhas" entre uma palestra e outra, as quais me renderam 14 horas dentro e nas imediações da universidade.
Já pensando em assistir o filme falei com amigos que leram o livro original e assisti a versão Disney (que sempre perde em conteúdo mas como eu disse antes que a 'massa' identifica como original e que fica corrompido em qualquer outra versão) porque eu não sei se conhecia a história.
Com uma professora querida que leu o livro vi que a história tem toda uma análise psicológica que me encantou.
Assistindo o filme (que como qualquer outro é 'contaminado' para o bem e para o mal pela leitura de roteiristas, atores e diretores) é nítido o primeiro dilema: a questão do tamanho da Alice. Ser grande ou pequena demais para enfrentar as situações. Tem todo um conflito pessoal simbolizado ali.
Sou Alice (na verdade, não porque afinal ela só realmente encontra o seu 'tamanho' adequado quando consegue dizer precisamente quem ela é). Tenho os meus dilemas. Me sinto 'grande demais' sexual e profissionalmente. Sou agressiva em ambos. Sei o que quero, como eu quero e o que fazer para chegar aos meus objetivos. E muitas vezes uso dose de elefante para matar formiga.
Já 'emocionalmente' sempre me sinto 'pequena' demais. Sou ciumenta demais (e o que é ciúmes senão medo de perder?), sou insegura demais. Tenho medo de relacionamentos (frase da Low), medo de ser traída, trocada, de amar sozinha e eu me perco nesses medos toda vez que chego perto de alguém que vai se tornando especial.
Outro ponto pessoal é que, nos últimos anos, nunca estive na minha avaliação com o cabelo ideal, o corpo ideal, o peso ideal. Engraçado que, no momento posterior, eu me amo no passado.
O filme tem outro ponto interessante: a lagarta. A cena em que o casulo da lagarta se fecha e é o fim da lagarta é como uma despedida. Absolon não estará mais com Alice. Não como ela o conhece. Ele vai deixar de ser lagarta e se torna uma linda borboleta azul. Transformação.
Tem a parte em que ela luta com o monstro também. Um monstro que ela se recusa a enfrentar e que ninguém mais pode. A batalha é pessoal. E qual dos nossos problemas outro pode resolver?
Mas Alice ... Nesse filme, o dilema dela é casar e fazer o que as pessoas ao redor esperam ou correr atrás dos próprios sonhos. E como no final da ficção sempre acaba com 'e todos viveram felizes para sempre', ela não foge a regra.
Teria assunto para um livro. Cada um dos personagens que ela encontra pelo caminho tem um porquê de estar ali. Mas só posso recomendar, sim, vejam o filme. Eu gostei muito xD.
Já pensando em assistir o filme falei com amigos que leram o livro original e assisti a versão Disney (que sempre perde em conteúdo mas como eu disse antes que a 'massa' identifica como original e que fica corrompido em qualquer outra versão) porque eu não sei se conhecia a história.
Com uma professora querida que leu o livro vi que a história tem toda uma análise psicológica que me encantou.
Assistindo o filme (que como qualquer outro é 'contaminado' para o bem e para o mal pela leitura de roteiristas, atores e diretores) é nítido o primeiro dilema: a questão do tamanho da Alice. Ser grande ou pequena demais para enfrentar as situações. Tem todo um conflito pessoal simbolizado ali.
Sou Alice (na verdade, não porque afinal ela só realmente encontra o seu 'tamanho' adequado quando consegue dizer precisamente quem ela é). Tenho os meus dilemas. Me sinto 'grande demais' sexual e profissionalmente. Sou agressiva em ambos. Sei o que quero, como eu quero e o que fazer para chegar aos meus objetivos. E muitas vezes uso dose de elefante para matar formiga.
Já 'emocionalmente' sempre me sinto 'pequena' demais. Sou ciumenta demais (e o que é ciúmes senão medo de perder?), sou insegura demais. Tenho medo de relacionamentos (frase da Low), medo de ser traída, trocada, de amar sozinha e eu me perco nesses medos toda vez que chego perto de alguém que vai se tornando especial.
Outro ponto pessoal é que, nos últimos anos, nunca estive na minha avaliação com o cabelo ideal, o corpo ideal, o peso ideal. Engraçado que, no momento posterior, eu me amo no passado.
O filme tem outro ponto interessante: a lagarta. A cena em que o casulo da lagarta se fecha e é o fim da lagarta é como uma despedida. Absolon não estará mais com Alice. Não como ela o conhece. Ele vai deixar de ser lagarta e se torna uma linda borboleta azul. Transformação.
Tem a parte em que ela luta com o monstro também. Um monstro que ela se recusa a enfrentar e que ninguém mais pode. A batalha é pessoal. E qual dos nossos problemas outro pode resolver?
Mas Alice ... Nesse filme, o dilema dela é casar e fazer o que as pessoas ao redor esperam ou correr atrás dos próprios sonhos. E como no final da ficção sempre acaba com 'e todos viveram felizes para sempre', ela não foge a regra.
Teria assunto para um livro. Cada um dos personagens que ela encontra pelo caminho tem um porquê de estar ali. Mas só posso recomendar, sim, vejam o filme. Eu gostei muito xD.
Deus, Smith e o lesbianismo
Deus está para a humanidade assim com a 'mão invisível' da teoria smithiana está para o mercado. É a explicação que não explica muito o inexplicável (xD).
Quando todas as justificativas lógicas terminam e os 'fenômenos' são repetidos metodicamente e com certa constância esses conceitos vem para finalizar a discussão.
Eu acredito em ambos de forma muito particular. Conheço a dinâmica do preço de equílibrio e sou testemunha, como comerciante por vários anos, de como é impossível viver acima dele por muito tempo. Conheço a dinâmica do pensamento cristão. Nascida num lar evangélico, assimilei muito por estudo e por osmose. Sei que quando as esperanças fundamentadas no real se esvaem, o sobrenatural reaviva.
Estou no metrô, pensando no assunto porque ontem com as meninas entre uma palestra e outra, a discussão era sobre ser 'ateu' ou 'agnóstico'(Indo buscar o significado literal para Dona Thaíse no dicionário online )
Conheço mais agnósticos que ateus convictos.
Lembrei agora de um doce de menina que se dizia lésbica. No primeiro contato real com o homossexualismo sei que ela se assustou e se encolheu. Tempos depois, apareceu com um namoradinhO, o que, particularmente, me chocou.
Um amigo em comum já havia previsto isso. Sem o menor machismo no discurso, ele dizia que ela devia ter se decepcionado com os homens e que a quantidade de vezes que ela reafirmava sua opção sexual era mais para convencer a si mesma que à sociedade. E ele tinha razão.
Assim como um outro amigo que eu e algumas outras pessoas próximas chegamos à conclusão que o que ele chama de ateísmo é apenas um ressentimento com Deus. Ele O odeia e por isso O nega.
Eu respeitaria a posição dele de não acreditar mas vejo que ele simplesmente O questiona.
Questiona o porquê do sofrimento humano, da injustiça, da morte, da falta de amor. Questiona a suposta perfeição divina.
Vejo nele um grande conflito interno. Mas quem não os tem?
Deus decepciona, homens decepcionam e as falhas de mercado provam que a mão invisível também decepciona.
Não sei se, um dia, nós economistas, os filósofos, os fiéis, os religiosos, os conselheiros amorosos, a humanidade em geral, se nós teremos as respostas dessas perguntas. Muito provavelmente não durante a minha curta estadia nesse mundo. Mas como dizia um comercial de tv "Não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas".
Quando todas as justificativas lógicas terminam e os 'fenômenos' são repetidos metodicamente e com certa constância esses conceitos vem para finalizar a discussão.
Eu acredito em ambos de forma muito particular. Conheço a dinâmica do preço de equílibrio e sou testemunha, como comerciante por vários anos, de como é impossível viver acima dele por muito tempo. Conheço a dinâmica do pensamento cristão. Nascida num lar evangélico, assimilei muito por estudo e por osmose. Sei que quando as esperanças fundamentadas no real se esvaem, o sobrenatural reaviva.
Estou no metrô, pensando no assunto porque ontem com as meninas entre uma palestra e outra, a discussão era sobre ser 'ateu' ou 'agnóstico'(Indo buscar o significado literal para Dona Thaíse no dicionário online )
Conheço mais agnósticos que ateus convictos.
Lembrei agora de um doce de menina que se dizia lésbica. No primeiro contato real com o homossexualismo sei que ela se assustou e se encolheu. Tempos depois, apareceu com um namoradinhO, o que, particularmente, me chocou.
Um amigo em comum já havia previsto isso. Sem o menor machismo no discurso, ele dizia que ela devia ter se decepcionado com os homens e que a quantidade de vezes que ela reafirmava sua opção sexual era mais para convencer a si mesma que à sociedade. E ele tinha razão.
Assim como um outro amigo que eu e algumas outras pessoas próximas chegamos à conclusão que o que ele chama de ateísmo é apenas um ressentimento com Deus. Ele O odeia e por isso O nega.
Eu respeitaria a posição dele de não acreditar mas vejo que ele simplesmente O questiona.
Questiona o porquê do sofrimento humano, da injustiça, da morte, da falta de amor. Questiona a suposta perfeição divina.
Vejo nele um grande conflito interno. Mas quem não os tem?
Deus decepciona, homens decepcionam e as falhas de mercado provam que a mão invisível também decepciona.
Não sei se, um dia, nós economistas, os filósofos, os fiéis, os religiosos, os conselheiros amorosos, a humanidade em geral, se nós teremos as respostas dessas perguntas. Muito provavelmente não durante a minha curta estadia nesse mundo. Mas como dizia um comercial de tv "Não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas".
domingo, 9 de maio de 2010
Mães
É dia das mães! E como daqui a uma hora mais ou menos estarei indo trabalhar digamos que eu antecipei as comemorações do dia de hoje. Ontem cedo, antes de ir pra aula, deixei a minha mãe onde se encontraria com o pessoal da Igreja dela para um café num lugar bacana. E enquanto ela provava sabores e aromas, eu calcula algumas derivadas. Coisa básica até desde que eu não me recorde que a única coisa que eu tinha comido foi um croissant que me deu azia.
Ia pegar meu filho no caminho com o pai dele e levá-lo ao cinema. Mas planos são apenas esperança de um futuro incerto. Não achei nenhum filme infantil em cartaz e desisti completamente de levá-lo para ver 'Alice no País das Maravilhas' do Tim Burton (diretor do filme), depois de analisar e discutir com amigos que qualquer leitura infantil como a de Walt Disney desmerecia e descaracterizaria o livro e que qualquer leitura adequada não seria absorvida por uma criança.
Resolvi passar (pausa porque o Caio acordou, avistou da cama a caixa de lápis de cor que compramos ontem no supermercado e já quer pintar. Detalhe são 6:12 da manhã)... Retomando: Resolvi passar em casa, tomar um banho e repensarmos o que faríamos já que cinema não era mais uma opção. Enquanto me trocava minha mãe chegou e fomos nós quatro almoçar. Lembrei de uma churrascaria rodízio que (pasmem!) apesar dela custar, por pessoa, quase cinco vezes meu gasto díário com almoço, nunca tinha conseguido entrar por causa do tamanho da fila. Hoje é o típico dia de se ter pena de quem pretende almoçar lá. Fila de espera de 3, 4 horas.
Mas valeu a pena. O ambiente é agradabílissimo, a comida é excelente e todo mundo adorou. O Caio ficou extasiado com o aquário de lá como ele fica com vários outros. Eu sempre adorei aquários. Só deixei de ter um em casa desde que engravidei dele. Como eu tinha que lavar e cuidar dos peixes e na gestação eu não tolerava o cheiro, distribuí os peixes e desmontei o aquário.
Fora o fascínio por peixes ornamentais meu filho 'herdou' de mim o gênio 'dificil', o excesso de vontades, a determinação (determinação de, às vezes, torrar o saco alheio). E foi observando o que a gente tem de incomum hoje que fui às lágrimas.
Meu filho na última semana voltou a fazer xixi na roupa. Nem ia ao banheiro sozinho, nem pedia e, muitas vezes, nem levado queria usar o banheiro. Lembro claramente de ter pedido pra minha mãe pra que não repetisse porque era um assunto que eu só resolveria pós provas, ou seja, à partir de sabádo.
Mas a culpa (a mesma culpa por todos os problemas humanos que minha querida amiga Bárbara me disse que eu carrego nessa mesma semana), a culpa estava me matando. Me questionava entre uma leitura e outra, entre um dos milhares cálculos e fórmulas as quais fui apresentada essa semana:"Que merda de mãe sou eu?". Não consigo dar conta COM EXCELÊNCIA de tudo que eu me proponho a fazer. Só me dou conta que estou num caminho bacana quando comparativamente alguém me diz que vive a mesma situação.
E essa culpa me levou a mesmo sabendo que eu provavelmente perderia a noite de sono, na sexta-feira pegar o carro e ir no Habib's (se não o mais perto, o mais perto que tinha brinquedos como piscina de bolinhas, barco viking e escalada). O Caio estava mais sorridente porque entre me trocar e sair de casa eu ia descrevendo pro pai dele o que estava acontecendo e pedindo mais paciência e atenção de todos com o meu filho. E a minha forma de 'dar o recado' nem sempre é a mais sutil (E eu e a May concordamos que dar uma de louca é preciso e que enquanto surtir efeito não tem coisa melhor a se fazer).
Meu filho está visivelmente melhor e eu também por consequência. Voltou a usar o banheiro normalmente, a brincar e a sorrir.
E eu só resolvi escrever esse post por duas razões: Porque estou nitidamente emocionada por um momento de interpretação dúbia com um ser querido, pensando 'O que é que ele quis dizer com aquilo?' e, o maior deles, porque depois do rodízio passamos pelo mercado e eu conversando com a minha mãe ouvi dela que... "Lembra de como você me cobrava atenção? Como reclamava que eu não tinha tempo para ir nas coisas da escola ou com você procurar emprego?". E sim, eu me lembro perfeitamente. Isso aconteceu até uns 15 anos. Eu sentia uma falta enorme dela e cobrava escancaradamente. Eu a amava e só queria que ela participasse mais da minha vida.
Hoje consigo ver o quanto essa cobrança era cruel. Até porque ela também se lembra disso até hoje. Doeu em nós duas. E essa reflexão cai naquela frase que pode até parecer clichê de que você só compreende os seus pais quando também se torna pai.
Minha mãe precisava sozinha terminar a obra de uma casa, criar dois filhos pequenos e meu irmão com alguns problemas de saúde, trabalhar para nos manter e ainda e mais importante ajudar a construir o nosso caráter. Ela fez o melhor que pode sempre. NUNCA nos deixou com ninguém para ir para uma festa, balada, evento... Sair para ela sempre signicou sair com a gente.
Quando meu filho nasceu, meu primeiro dia das mães dei à ela flores com um cartão em que escrevi algo sobre isso: No primeiro dia em que eu fiquei sozinha com o meu filho, ele devia ter aproximadamente um mês. O Caio engasgou com o leite que havia mamado, por causa de um refluxo tratado posteriormente e fomos parar no hospital.
Com aquele bebezinho nos braços, vi o tamanho da dor que é estar sozinha e ver seu filho amado em perigo de vida.
Nesse dia eu tinha uns 800 reais em casa e lembro de ter enfiado no carrinho com celular e documentos quando sai para pedir socorro no posto de saúde. De lá nos levaram para o hospital e até o meu filho ficar bem eu nem me lembrava nem queria me lembrar onde eu havia deixado o tal carrinho. Nada no mundo era mais importante que o bem estar do meu filho. Nada.
Lembro também de no final da tarde depois de uma bateria de exames estar com a minha roupa molhada, sem blusa num dia frio, chegar em casa de táxi sem dinheiro porque eu não sabia mais por onde andavam as minhas coisas e desabar de chorar quando eu contei tudo para a minha mãe e ela me abraçou.
Ser mãe é isso. É sofrer pelos filhos, é sorrir quando eles estão bem, é fazer o máximo que você pode em todos os sentidos e saber que é sempre pouco, saber que eles precisam demais e se culpar por isso. Ser mãe é amar sem a certeza de que será amada, injustiçada muitas vezes, pelos próprios filhos e pelas próprias cobranças. Mas na minha vida ser mãe é o que dá sentido a minha existência, é o que me dá forças para continuar, é o que aumenta em progessão aritmética a minha determinação por ser e fazer feliz. Só desejo a todas as mães amorosas, guerreiras, não as parideiras que apenas botam no mundo mas as mulheres de fibras que tentam com todas as suas forças que seus filhos se tornem pessoas de bem e felizes, desejo apenas um FELIZ DIA DAS MÃES!
P.S.:(9:04) No caminho, saindo da estação de trem vi uma mãe que se ajoelhava em frente ao seu filho de uns 3 ou 4 anos para lhe assoar o nariz. Ser mãe é isso ... É se pôr à altura dos filhos para ajudá-los. xD
Ia pegar meu filho no caminho com o pai dele e levá-lo ao cinema. Mas planos são apenas esperança de um futuro incerto. Não achei nenhum filme infantil em cartaz e desisti completamente de levá-lo para ver 'Alice no País das Maravilhas' do Tim Burton (diretor do filme), depois de analisar e discutir com amigos que qualquer leitura infantil como a de Walt Disney desmerecia e descaracterizaria o livro e que qualquer leitura adequada não seria absorvida por uma criança.
Resolvi passar (pausa porque o Caio acordou, avistou da cama a caixa de lápis de cor que compramos ontem no supermercado e já quer pintar. Detalhe são 6:12 da manhã)... Retomando: Resolvi passar em casa, tomar um banho e repensarmos o que faríamos já que cinema não era mais uma opção. Enquanto me trocava minha mãe chegou e fomos nós quatro almoçar. Lembrei de uma churrascaria rodízio que (pasmem!) apesar dela custar, por pessoa, quase cinco vezes meu gasto díário com almoço, nunca tinha conseguido entrar por causa do tamanho da fila. Hoje é o típico dia de se ter pena de quem pretende almoçar lá. Fila de espera de 3, 4 horas.
Mas valeu a pena. O ambiente é agradabílissimo, a comida é excelente e todo mundo adorou. O Caio ficou extasiado com o aquário de lá como ele fica com vários outros. Eu sempre adorei aquários. Só deixei de ter um em casa desde que engravidei dele. Como eu tinha que lavar e cuidar dos peixes e na gestação eu não tolerava o cheiro, distribuí os peixes e desmontei o aquário.
Fora o fascínio por peixes ornamentais meu filho 'herdou' de mim o gênio 'dificil', o excesso de vontades, a determinação (determinação de, às vezes, torrar o saco alheio). E foi observando o que a gente tem de incomum hoje que fui às lágrimas.
Meu filho na última semana voltou a fazer xixi na roupa. Nem ia ao banheiro sozinho, nem pedia e, muitas vezes, nem levado queria usar o banheiro. Lembro claramente de ter pedido pra minha mãe pra que não repetisse porque era um assunto que eu só resolveria pós provas, ou seja, à partir de sabádo.
Mas a culpa (a mesma culpa por todos os problemas humanos que minha querida amiga Bárbara me disse que eu carrego nessa mesma semana), a culpa estava me matando. Me questionava entre uma leitura e outra, entre um dos milhares cálculos e fórmulas as quais fui apresentada essa semana:"Que merda de mãe sou eu?". Não consigo dar conta COM EXCELÊNCIA de tudo que eu me proponho a fazer. Só me dou conta que estou num caminho bacana quando comparativamente alguém me diz que vive a mesma situação.
E essa culpa me levou a mesmo sabendo que eu provavelmente perderia a noite de sono, na sexta-feira pegar o carro e ir no Habib's (se não o mais perto, o mais perto que tinha brinquedos como piscina de bolinhas, barco viking e escalada). O Caio estava mais sorridente porque entre me trocar e sair de casa eu ia descrevendo pro pai dele o que estava acontecendo e pedindo mais paciência e atenção de todos com o meu filho. E a minha forma de 'dar o recado' nem sempre é a mais sutil (E eu e a May concordamos que dar uma de louca é preciso e que enquanto surtir efeito não tem coisa melhor a se fazer).
Meu filho está visivelmente melhor e eu também por consequência. Voltou a usar o banheiro normalmente, a brincar e a sorrir.
E eu só resolvi escrever esse post por duas razões: Porque estou nitidamente emocionada por um momento de interpretação dúbia com um ser querido, pensando 'O que é que ele quis dizer com aquilo?' e, o maior deles, porque depois do rodízio passamos pelo mercado e eu conversando com a minha mãe ouvi dela que... "Lembra de como você me cobrava atenção? Como reclamava que eu não tinha tempo para ir nas coisas da escola ou com você procurar emprego?". E sim, eu me lembro perfeitamente. Isso aconteceu até uns 15 anos. Eu sentia uma falta enorme dela e cobrava escancaradamente. Eu a amava e só queria que ela participasse mais da minha vida.
Hoje consigo ver o quanto essa cobrança era cruel. Até porque ela também se lembra disso até hoje. Doeu em nós duas. E essa reflexão cai naquela frase que pode até parecer clichê de que você só compreende os seus pais quando também se torna pai.
Minha mãe precisava sozinha terminar a obra de uma casa, criar dois filhos pequenos e meu irmão com alguns problemas de saúde, trabalhar para nos manter e ainda e mais importante ajudar a construir o nosso caráter. Ela fez o melhor que pode sempre. NUNCA nos deixou com ninguém para ir para uma festa, balada, evento... Sair para ela sempre signicou sair com a gente.
Quando meu filho nasceu, meu primeiro dia das mães dei à ela flores com um cartão em que escrevi algo sobre isso: No primeiro dia em que eu fiquei sozinha com o meu filho, ele devia ter aproximadamente um mês. O Caio engasgou com o leite que havia mamado, por causa de um refluxo tratado posteriormente e fomos parar no hospital.
Com aquele bebezinho nos braços, vi o tamanho da dor que é estar sozinha e ver seu filho amado em perigo de vida.
Nesse dia eu tinha uns 800 reais em casa e lembro de ter enfiado no carrinho com celular e documentos quando sai para pedir socorro no posto de saúde. De lá nos levaram para o hospital e até o meu filho ficar bem eu nem me lembrava nem queria me lembrar onde eu havia deixado o tal carrinho. Nada no mundo era mais importante que o bem estar do meu filho. Nada.
Lembro também de no final da tarde depois de uma bateria de exames estar com a minha roupa molhada, sem blusa num dia frio, chegar em casa de táxi sem dinheiro porque eu não sabia mais por onde andavam as minhas coisas e desabar de chorar quando eu contei tudo para a minha mãe e ela me abraçou.
Ser mãe é isso. É sofrer pelos filhos, é sorrir quando eles estão bem, é fazer o máximo que você pode em todos os sentidos e saber que é sempre pouco, saber que eles precisam demais e se culpar por isso. Ser mãe é amar sem a certeza de que será amada, injustiçada muitas vezes, pelos próprios filhos e pelas próprias cobranças. Mas na minha vida ser mãe é o que dá sentido a minha existência, é o que me dá forças para continuar, é o que aumenta em progessão aritmética a minha determinação por ser e fazer feliz. Só desejo a todas as mães amorosas, guerreiras, não as parideiras que apenas botam no mundo mas as mulheres de fibras que tentam com todas as suas forças que seus filhos se tornem pessoas de bem e felizes, desejo apenas um FELIZ DIA DAS MÃES!
P.S.:(9:04) No caminho, saindo da estação de trem vi uma mãe que se ajoelhava em frente ao seu filho de uns 3 ou 4 anos para lhe assoar o nariz. Ser mãe é isso ... É se pôr à altura dos filhos para ajudá-los. xD
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Apoiado!
Cansada. Estou tentando estudar para uma matéria que 'qualquer macaco adestrado' (palavras de Thata) seria capaz de acompanhar. Na minha primeira prova, tirei 9,5. Mas essa está realmente me assustando (como todas as outras). Tenho um desempenho acima da média por alguns fatores como maturidade e falta de autoconfiança (sempre espero o pior resultado e tento evitar que ele seja tão drástico assim).
Essa semana uma das minhas frases no MSN era (fui buscar no hotmail para copiar e colar aqui). É exaustiva essa rotina de estudante com todos os outros papéis que se tem que desempenhar na vida adulta. Ainda bem que tenho muita gente me apoiando.
Sou a prova viva que ninguém vive sozinho. Esses dias falavámos de unhas, lembro de ter dito a minha amiga do café aqui que eu sou incapaz de me lembrar a última vez que lavei uma louça. Não tenho tempo para isso.
Essa sensação de apoio é maravilhosa. De que você não está sozinha. E parte das minhas crises de ansiedade vem justamente daí. Penso que eu tenho pouco tempo para dar uma família ao meu filho, com um 'paidrasto', irmão, ... enfim. Pouco tempo para pensar na vida acadêmica dele (e não que eu não pense desde que eu estava grávida). Eu quero que o meu filho tenha uma infraestrutura educacional, econômica e familiar. E eu tenho que correr atrás disso. Sozinha com o apoio dessas pessoas.
Sei que o colégio, o transporte escolar, o uniforme são de minha total responsabilidade. Mas também sei que posso contar com eles (minha mãe, meu irmão e o pai dele) para pegar na perua, ir a reunião da escola, ficarem com ele nos find de semana que eu trabalho.
Tenho medo da responsabilidade de educar. Não me perdoaria se errasse nisso. Não acho que o fato dele ser bem sucedido em todos os aspectos da vida depende só de mim mas acredito que é a educação quem dá as diretrizes para isso.
Meu filho é meu maior amor e essa é a minha forma de provar isso para ele. Não projetando meus sonhos na vida dele mas tentando dar as ferramentas para que no futuro ele possa levar a vida dele como ele achar melhor.
Tenho controlado mais a ansiedade mas sem nenhuma providência categórica. Tenho tido TPM's terríveis e machucado algumas pessoas entre elas. Acho que o problema é um desequílibrio hormonal (e não mental como parece, às vezes).
Tenho dormido mais, comido menos e voltei às atividades físicas. Tenho repetido mais do meu próprio mantra 'Existem problemas que eu posso resolver e com esses eu não me preocupo porque, afinal, eles tem solução. E existem problemas que eu NÃO posso resolver e com esses eu também não me preocupo já que eles não tem solução'.
Essa semana uma das minhas frases no MSN era (fui buscar no hotmail para copiar e colar aqui). É exaustiva essa rotina de estudante com todos os outros papéis que se tem que desempenhar na vida adulta. Ainda bem que tenho muita gente me apoiando.
Sou a prova viva que ninguém vive sozinho. Esses dias falavámos de unhas, lembro de ter dito a minha amiga do café aqui que eu sou incapaz de me lembrar a última vez que lavei uma louça. Não tenho tempo para isso.
Essa sensação de apoio é maravilhosa. De que você não está sozinha. E parte das minhas crises de ansiedade vem justamente daí. Penso que eu tenho pouco tempo para dar uma família ao meu filho, com um 'paidrasto', irmão, ... enfim. Pouco tempo para pensar na vida acadêmica dele (e não que eu não pense desde que eu estava grávida). Eu quero que o meu filho tenha uma infraestrutura educacional, econômica e familiar. E eu tenho que correr atrás disso. Sozinha com o apoio dessas pessoas.
Sei que o colégio, o transporte escolar, o uniforme são de minha total responsabilidade. Mas também sei que posso contar com eles (minha mãe, meu irmão e o pai dele) para pegar na perua, ir a reunião da escola, ficarem com ele nos find de semana que eu trabalho.
Tenho medo da responsabilidade de educar. Não me perdoaria se errasse nisso. Não acho que o fato dele ser bem sucedido em todos os aspectos da vida depende só de mim mas acredito que é a educação quem dá as diretrizes para isso.
Meu filho é meu maior amor e essa é a minha forma de provar isso para ele. Não projetando meus sonhos na vida dele mas tentando dar as ferramentas para que no futuro ele possa levar a vida dele como ele achar melhor.
Tenho controlado mais a ansiedade mas sem nenhuma providência categórica. Tenho tido TPM's terríveis e machucado algumas pessoas entre elas. Acho que o problema é um desequílibrio hormonal (e não mental como parece, às vezes).
Tenho dormido mais, comido menos e voltei às atividades físicas. Tenho repetido mais do meu próprio mantra 'Existem problemas que eu posso resolver e com esses eu não me preocupo porque, afinal, eles tem solução. E existem problemas que eu NÃO posso resolver e com esses eu também não me preocupo já que eles não tem solução'.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Mais uma segunda ...
Estou em off no MSN porque disse aos meus maiores e queridos amigos no sábado "Bjo ...Até terça" ... Tenho tentado me policiar quanto ao tempo em que fico em frente ao pc. Apesar disso hoje ao sair do banco entrei numa loja para namorar meu futuro netbook rs*.
O vendedor quis me empurrar um desktop e um notebook ao que eu respondi que eu já tenho. Acho que, por um momento, ele questionou então qual seria a verdadeira necessidade da minha aquisição. E só quem já transportou um notebook no transporte público é capaz de me compreender.
Mentiria se não afirmasse que a Universidade nos deixa à disposição 'n' pcs (Sim, Ana eu vou à sala de informática para estudar, inclusive com a srta :P). Mas é um mimo que eu me darei pelo Dia das Mães, pelo Dia do Trabalhador, quiçá pelo meu niver (já que eu não tenho outro sonho de consumo realizável nos próximos meses).
Falando em niver, o Sol está em Touro e a canceriana aqui tem um número sem fim de amigos taurinos. Alguns vejo diariamente como a Ana, a Sandy, a Low, outros que vejo uma vez por ano como as Kellys (as 3), e outros os quais nunca vi mas nem por isso são menos amados.
Tenho amigos de todos os signos do Zodíaco mas a maior concentração está mesmo nos nascidos sobre os chifres e cauda. À todos, muita luz e que as Forças do Bem os acompanhe por toda a vida e que esse novo trecho de suas existências seja repleto de êxito material, profissional, emocional, ... Que nada os desvie do caminho da Luz, do Bem , do Amor e que continuem sendo a minha família 'por escolha'. As pessoas as quais acolhi e por quem fui acolhida para trajetória da vida. Amo todos vocês!
Passei o domingo inteiro debruçada nos livros. Esses dias conversando com o Beto o quanto é fácil emagrecer 'desde que' você coma direito (refeições balanceadas), pratique uma atividade física, durma bem, mantenha o equilíbrio emocional; fiz a correlação com estudar. O ser humano é passível de aprender qualquer coisa. Na verdade, 'passível' não foi um bom termo rs*. Reformulando: "O ser humano é 'ativo' de aprender qualquer coisa".
Desde que você assista às aulas, leia todos os slides, toda a leitura obrigatória e complementar, consulte os plantonistas não há Matemático formado pela USP que te derrube (me rachando de rir comigo mesma). Mas enfim (aquele 'enfim' conclusivo que não conclui nada)... era isso. Lembrei que eu tenho que ver uma nota que o meu querido teacher colocaria no site da Universidade. Alguém me manda boas vibrações, pelamor ...xD
P.S.: Fiquei mesmo sem entrar desde sábado à tarde. Entrei agora para transferir os créditos da Nota Fiscal Paulista porque a minha mãe estava me atormentando com o assunto xD.
O vendedor quis me empurrar um desktop e um notebook ao que eu respondi que eu já tenho. Acho que, por um momento, ele questionou então qual seria a verdadeira necessidade da minha aquisição. E só quem já transportou um notebook no transporte público é capaz de me compreender.
Mentiria se não afirmasse que a Universidade nos deixa à disposição 'n' pcs (Sim, Ana eu vou à sala de informática para estudar, inclusive com a srta :P). Mas é um mimo que eu me darei pelo Dia das Mães, pelo Dia do Trabalhador, quiçá pelo meu niver (já que eu não tenho outro sonho de consumo realizável nos próximos meses).
Falando em niver, o Sol está em Touro e a canceriana aqui tem um número sem fim de amigos taurinos. Alguns vejo diariamente como a Ana, a Sandy, a Low, outros que vejo uma vez por ano como as Kellys (as 3), e outros os quais nunca vi mas nem por isso são menos amados.
Tenho amigos de todos os signos do Zodíaco mas a maior concentração está mesmo nos nascidos sobre os chifres e cauda. À todos, muita luz e que as Forças do Bem os acompanhe por toda a vida e que esse novo trecho de suas existências seja repleto de êxito material, profissional, emocional, ... Que nada os desvie do caminho da Luz, do Bem , do Amor e que continuem sendo a minha família 'por escolha'. As pessoas as quais acolhi e por quem fui acolhida para trajetória da vida. Amo todos vocês!
Passei o domingo inteiro debruçada nos livros. Esses dias conversando com o Beto o quanto é fácil emagrecer 'desde que' você coma direito (refeições balanceadas), pratique uma atividade física, durma bem, mantenha o equilíbrio emocional; fiz a correlação com estudar. O ser humano é passível de aprender qualquer coisa. Na verdade, 'passível' não foi um bom termo rs*. Reformulando: "O ser humano é 'ativo' de aprender qualquer coisa".
Desde que você assista às aulas, leia todos os slides, toda a leitura obrigatória e complementar, consulte os plantonistas não há Matemático formado pela USP que te derrube (me rachando de rir comigo mesma). Mas enfim (aquele 'enfim' conclusivo que não conclui nada)... era isso. Lembrei que eu tenho que ver uma nota que o meu querido teacher colocaria no site da Universidade. Alguém me manda boas vibrações, pelamor ...xD
P.S.: Fiquei mesmo sem entrar desde sábado à tarde. Entrei agora para transferir os créditos da Nota Fiscal Paulista porque a minha mãe estava me atormentando com o assunto xD.
sábado, 1 de maio de 2010
A repetição do mesmo erro ...
Meus olhos queimam... Dormi de lentes de contato mais uma vez. Sabia quais as possíveis complicações e mesmo assim o cansaço me impediu que as retirasse. Apesar de estar com os olhos em brasa, lacrimejando desde a hora que acordei foi a primeira vez que cogitei não usar mais lentes de forma real, apesar disso já ter me acontecido inúmeras outras vezes.
Faço a mesma coisa com a minha vida amorosa. Como 'agente racional/ consumidora que quer maximizar a utilidade' eu sei das possíveis reações para certas atitudes que tomo seguidamente em relações diferentes. Mas, no momento, me parece sempre a única opção, o único caminho a se tomar de frente à exaustão.
Por que eu não evito o que me faz mal? Por que eu tento de novo, da mesma forma se eu tenho um histórico dizendo que não vai dar certo?
Algumas vezes, eu tenho que confessar, é por uma lógica que deixaria no chinelo qualquer superinvenção do Mc Gyver. Exemplo: o último cara com quem me envolvi de verdade, a quem entreguei meus sentimentos, todo mundo que nos conhece veio me dizer que eu não deveria. Principalmente as meninas diziam que eu iria quebrar a cara, que ele iria me trocar por outra em uma semana, ...
Virou um mix de 'Que bom, vou quebrar a cara e poder culpar ele' com 'Posso fazer com que seja diferente'. E foi diferente! Ficamos perdidamente apaixonados e foi uma das coisas mais lindas que eu já vivi.
Num primeiro momento, eu tinha um medo terrível de que os outros tivessem razão. Depois a combinação da minha carência, insegurança, simplificadamente: meu medo e suas variáveis fizeram o trabalho que resultou numa separação de almas.
Pelo menos, a dele se foi. Ainda penso sobre o assunto. Mesmo com a recordação ficando desbotada como foto antiga, ainda penso ...
Em meio às idas e vindas, términos e reatos, ele me pediu duas vezes para deixar de ser 'depressiva'. Eu cultuo a minha depressão. Vira e mexe saio um pouco da minha sala de aula porque aquela 'alegria matinal' me enjoa, me irrita. Mas quando ele falou doeu. Doeu porque era verdade.
Eu estava mergulhada até o último fio de cabelo numa depressão companheira. Mas sei que choramingo demais aos meus queridos, me escondo demais, me fecho demais em relação a algumas coisas também. E até esse comentário parecia que isso era a minha personalidade. Alex me fez ver que era um estado de espírito.
Essa semana resolvi sair do sedentarismo que se tornou a minha vida. Voltei a caminhar (Apesar de alguns amigos dizerem que "'caminhada' é pra 3ª idade"... até pouco tempo atrás tinha tentado voltar para academia. Tentei arrastar a Low junto que até se comportou direitinho. Íamos rigidamente todos os dias. Mas o Tae kwon do, com seus pulinhos, gritinhos e saltinhos, nunca me trariam a paz e a reflexão que 1h, 45 min, no mínimo de caminhada me dão. Apesar da Low dizer q eu salto no Tae como quem faz balé :p). E foi o melhor presente que eu poderia me dar. No máximo arrumo um marido (argh!) na Clélia, um daqueles ninos de agências de automóveis mas enfim ... é isso.
Meus olhos doem. Talvez eu vá ao hospital ...
Faço a mesma coisa com a minha vida amorosa. Como 'agente racional/ consumidora que quer maximizar a utilidade' eu sei das possíveis reações para certas atitudes que tomo seguidamente em relações diferentes. Mas, no momento, me parece sempre a única opção, o único caminho a se tomar de frente à exaustão.
Por que eu não evito o que me faz mal? Por que eu tento de novo, da mesma forma se eu tenho um histórico dizendo que não vai dar certo?
Algumas vezes, eu tenho que confessar, é por uma lógica que deixaria no chinelo qualquer superinvenção do Mc Gyver. Exemplo: o último cara com quem me envolvi de verdade, a quem entreguei meus sentimentos, todo mundo que nos conhece veio me dizer que eu não deveria. Principalmente as meninas diziam que eu iria quebrar a cara, que ele iria me trocar por outra em uma semana, ...
Virou um mix de 'Que bom, vou quebrar a cara e poder culpar ele' com 'Posso fazer com que seja diferente'. E foi diferente! Ficamos perdidamente apaixonados e foi uma das coisas mais lindas que eu já vivi.
Num primeiro momento, eu tinha um medo terrível de que os outros tivessem razão. Depois a combinação da minha carência, insegurança, simplificadamente: meu medo e suas variáveis fizeram o trabalho que resultou numa separação de almas.
Pelo menos, a dele se foi. Ainda penso sobre o assunto. Mesmo com a recordação ficando desbotada como foto antiga, ainda penso ...
Em meio às idas e vindas, términos e reatos, ele me pediu duas vezes para deixar de ser 'depressiva'. Eu cultuo a minha depressão. Vira e mexe saio um pouco da minha sala de aula porque aquela 'alegria matinal' me enjoa, me irrita. Mas quando ele falou doeu. Doeu porque era verdade.
Eu estava mergulhada até o último fio de cabelo numa depressão companheira. Mas sei que choramingo demais aos meus queridos, me escondo demais, me fecho demais em relação a algumas coisas também. E até esse comentário parecia que isso era a minha personalidade. Alex me fez ver que era um estado de espírito.
Essa semana resolvi sair do sedentarismo que se tornou a minha vida. Voltei a caminhar (Apesar de alguns amigos dizerem que "'caminhada' é pra 3ª idade"... até pouco tempo atrás tinha tentado voltar para academia. Tentei arrastar a Low junto que até se comportou direitinho. Íamos rigidamente todos os dias. Mas o Tae kwon do, com seus pulinhos, gritinhos e saltinhos, nunca me trariam a paz e a reflexão que 1h, 45 min, no mínimo de caminhada me dão. Apesar da Low dizer q eu salto no Tae como quem faz balé :p). E foi o melhor presente que eu poderia me dar. No máximo arrumo um marido (argh!) na Clélia, um daqueles ninos de agências de automóveis mas enfim ... é isso.
Meus olhos doem. Talvez eu vá ao hospital ...
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