Tenho oferecido amizade a quem quer e talvez precise de mais que isso. E eu realmente só preciso da amizade dele. E sei tão bem como é estar do outro lado. Já tentei ser amiga de quem eu queria como meu homem, marido, namorado (foda-se o termo, eles não são muito importantes para mim mesmo) e não consegui. Toda e qualquer conversa me dava esperanças.
Mesmo se ele dizia estar pensando em ficar com alguém me parecia mais provocação do que confidência. Distorcia atenção e carinho com amor, eu acho. O “eu acho” é por conta de que algumas amigas tinham a mesma visão e alimentavam o meu “achar”. E como eu adorava ficar horas falando com elas. Me diziam tudo que eu queria ouvir.
E talvez eu esteja fazendo isso agora. Mas juro que não é intencional. Quero a sua amizade. Preciso que esteja perto. Não tem nada a ver com sermos um homem e uma mulher. Seria igual se ele fosse uma menina.
Gosto de ter companhia. O tempo todo. Quase o tempo todo. Detesto silêncio. Chego em casa e se estou sozinha saio ligando o pc, tv, rádio, qualquer coisa que espante aquele silêncio ensurdecedor.
Companhia em tempo integral também me incomoda. Preciso dos meus momentos de reflexão, de um espaço só meu.
Aliás, é isso. Meus limites são determinados por uma linha tênue. É muito fácil ultrapassar e a maioria das pessoas não sabem quando ultrapassou.
Posso estar ultrapassando os dele também. Quero o que há de melhor nele sem os problemas que teríamos estando juntos. Até porque não existe nenhuma atração da minha parte.
Isso me fez repensar no meu caso. Faria todo o sentido imaginar que ele simplesmente perdeu a atração. Ele teria motivos.
Costumo me esquecer de verdade das ”aparências”, do externo. Decidi o nome do meu filho focando no significado e ouvi algumas pessoas dizerem que não tem uma “sonoridade legal”. Para essas pessoas, um belo “Foda-se!”. Sou do tipo que, se não tenho algo bom para dizer, não abro a minha boca para críticas que não levam a nada. E isso não quer dizer que eu precise mentir. Na maioria das vezes, só procuro um ponto positivo para me focar. Meus amigos cansaram de me ouvir dizer:”Então, bom realmente sua situação não está mas olha ...”
Amigos... Pessoas que me conhecem, física e emocionalmente, que me amam incondicionalmente, que me fazem cia nos melhores e piores momentos da minha vida. Eles são muito importantes para mim. E eu não queria fazer mal a esse amigo especificamente. Sei que, por vezes,ele chora por isso. E já estive onde ele está agora. Conheço a escuridão e a solidão desse caminho. Não queria deixá-lo sozinho ali. Mas talvez a luz da minha lanterna só deixe pior a escuridão quando ela se apaga. E ninguém reclama por comer uma migalha de pão mesmo quando está faminto. Porém, esperar que venha mais de onde só vem essa migalha pode impedi-lo de ganhar um pão daqueles recheado com frango e catupiry (sem querer, abri um sorriso agora).
Não consigo libertá-lo, apesar todas as conversas esclarecedoras que tivemos. Tenho feito como fizeram comigo. Por um lado digo que não posso oferecer mais que amizade e por outro deixo que ele seja parte integrante da minha vida.
Estou passada por só ter concluído isso agora. Que o “meu amigo” realmente não me queria. Tinha certa ternura, amizade, carinho e só. É porque eu o perturbei tanto. Queria que ele me mandasse embora da sua vida. Até pedi com todas as letras que ele o fizesse. Mas não. Lembro dele me responder que era a única coisa que ele não faria naquele momento.
Vou falar isso por aqui inúmeras vezes. Tenho um timing diferenciado (traduzindo pro popular: “Sou lerda” mesmo). Absorvo tudo o que vejo, ouço, leio, gestos, sinais, músicas e preciso processar qualquer fato com o que eu sei do mundo. Isso costuma demorar um pouco mais devido ao excesso de informações.
Como naquele processo que a gente vê em filmes de comparações de fotos ou digitais que a polícia faz. Só que lá é tudo bem mais rápido.
No meu caso, só assimilei melhor e parei de sofrer quando me afastei. Só não sei como me afastar da pessoa que é tão importante para o meu filho.
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