sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Por que eu resolvi escrever um blog?

(03:31:10) Mel* reservadamente fala para Ariana: tu conseguiu me fazer enterrar o filho morto q eu carregava nos braços vagando feito louca com medo de perdê-lo da memória e com medo de q o corpo dele começasse a se deteriorar

A comparação com o filho morto foi porque é assim que encaro o fim do meu último relacionamento. Como um filho. O nascimento de um filho assim como o de uma relação nem sempre é algo planejado mas sempre traz grandes modificações para a vida dos “pais”.

Sua vida muda inicialmente pelo fato desse “nascimento”. Com o tempo, seus amigos mudam porque seus assuntos mudam. Vc passa a se preocupar com qual é o melhor tipo de fralda ou de pomada contra assaduras, o parque de diversões mais próximo e procura no jornal filmes com censura livre. Você muda e por conseqüência tudo ao redor também muda. Você aprende coisas novas pra “alimentar” essa “nova vida”.

Sempre me achei feminista extremada e não tô falando aqui de submissão. Mas sim, que pra você abrigar uma nova pessoa na sua vida, algumas coisas mudam e acrescentam-se outras.

Só que um dia, por milhares de motivos, isso morre. E quando foi bacana, bonito e as pessoas se empenharam para que desse certo, isso pode gerar certa frustação. Ninguém (razoavelmente inteligente) aposta em cavalo que vai perder. A gente quer sempre ganhar. Fica o sentimento de perda. E dependendo do tamanho do envolvimento, esse sentimento te engole. Quando você deixa de lado os amigos, as coisas que gostava de fazer antes (viagem, academia, boteco, passeio, amigos, ...) parece que retomar a vida que tinha antes é difícil e sem graça. Ainda mais se você não queria que acabasse.

Fora que, todas aquelas modificações necessárias acabam fazendo parte de você e algumas tornam-se obsoletas. Você precisa reavaliar-se pra ver o que realmente tem que ficar, o que é mesmo bom pra você. Se você não tem mais a criança, não precisa mais andar com bolsa com fralda, mamadeira, trocador. Mas pode sim utilizar aquele tempo que separou pra brincar com ele para outra atividade que te faça bem.

Bom, eu sou a Mel* e esse post é quase um ensaio, um experimento... rs*. É o primeiro e acho que a tendência é melhorar. Quando eu reler, vou ter até vergonha, daqui algum tempo. Minha experiência diz que isso faz parte da vida. Espero que alguém leia. Espero que alguém goste.

Um comentário:

  1. Melllzita de meu s2

    what the hell is going on?

    EU, como amiga e PESSOA Q NÃO ERRO :D, devo te dizer, VIRA HOMEM, MULHER!!!!!
    É Só o que tenho a dizer o resto vc já sabe...rsrsrs

    Ass: Uma amiga sua q ainda não tem nome de guerra :P

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