quinta-feira, 13 de maio de 2010

Parafraseando Alexandre Pires (Não me ame!)

Ando cansada de ter quem goste de mim. Quem gosta e briga, gosta e me deixa, gosta e não está aqui. Quero alguém que cuide concretamente de mim. Não quero um relacionamento, com título, honraria e pompa. Quero presença e contância.
Como na música "Você precisa de alguém que te dê segurança, senão você dança".
SÓ alguém pra chamar de meu, com quem eu me preocupar (como se eu não fizesse isso com todo e qualquer ser vivente), alguém pra quem eu reclamar, rir ou esperar pra contar aquela história fantástica.
Existem bilhões de seres e é impossível que ninguém mais pense assim. Tirando os enganos do caminho, ainda acredito que seja possível.
Até porque diante de tanto 'amor' e um vazio de mesma proporção, a cada dia que passa a frase da Low, tirada do funk me parece cada vez mais convidativa "Acabou o namoro, viva a putaria!" xD

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mel* no País das Maravilhas (se vc não viu o filme, não leia!)

Ontem fomos assistir "Alice no País das Maravilhas" entre uma palestra e outra, as quais me renderam 14 horas dentro e nas imediações da universidade.
Já pensando em assistir o filme falei com amigos que leram o livro original e assisti a versão Disney (que sempre perde em conteúdo mas como eu disse antes que a 'massa' identifica como original e que fica corrompido em qualquer outra versão) porque eu não sei se conhecia a história.
Com uma professora querida que leu o livro vi que a história tem toda uma análise psicológica que me encantou.
Assistindo o filme (que como qualquer outro é 'contaminado' para o bem e para o mal pela leitura de roteiristas, atores e diretores) é nítido o primeiro dilema: a questão do tamanho da Alice. Ser grande ou pequena demais para enfrentar as situações. Tem todo um conflito pessoal simbolizado ali.
Sou Alice (na verdade, não porque afinal ela só realmente encontra o seu 'tamanho' adequado quando consegue dizer precisamente quem ela é). Tenho os meus dilemas. Me sinto 'grande demais' sexual e profissionalmente. Sou agressiva em ambos. Sei o que quero, como eu quero e o que fazer para chegar aos meus objetivos. E muitas vezes uso dose de elefante para matar formiga.
Já 'emocionalmente' sempre me sinto 'pequena' demais. Sou ciumenta demais (e o que é ciúmes senão medo de perder?), sou insegura demais. Tenho medo de relacionamentos (frase da Low), medo de ser traída, trocada, de amar sozinha e eu me perco nesses medos toda vez que chego perto de alguém que vai se tornando especial.
Outro ponto pessoal é que, nos últimos anos, nunca estive na minha avaliação com o cabelo ideal, o corpo ideal, o peso ideal. Engraçado que, no momento posterior, eu me amo no passado.
O filme tem outro ponto interessante: a lagarta. A cena em que o casulo da lagarta se fecha e é o fim da lagarta é como uma despedida. Absolon não estará mais com Alice. Não como ela o conhece. Ele vai deixar de ser lagarta e se torna uma linda borboleta azul. Transformação.
Tem a parte em que ela luta com o monstro também. Um monstro que ela se recusa a enfrentar e que ninguém mais pode. A batalha é pessoal. E qual dos nossos problemas outro pode resolver?
Mas Alice ... Nesse filme, o dilema dela é casar e fazer o que as pessoas ao redor esperam ou correr atrás dos próprios sonhos. E como no final da ficção sempre acaba com 'e todos viveram felizes para sempre', ela não foge a regra.
Teria assunto para um livro. Cada um dos personagens que ela encontra pelo caminho tem um porquê de estar ali. Mas só posso recomendar, sim, vejam o filme. Eu gostei muito xD.

Deus, Smith e o lesbianismo

Deus está para a humanidade assim com a 'mão invisível' da teoria smithiana está para o mercado. É a explicação que não explica muito o inexplicável (xD).
Quando todas as justificativas lógicas terminam e os 'fenômenos' são repetidos metodicamente e com certa constância esses conceitos vem para finalizar a discussão.
Eu acredito em ambos de forma muito particular. Conheço a dinâmica do preço de equílibrio e sou testemunha, como comerciante por vários anos, de como é impossível viver acima dele por muito tempo. Conheço a dinâmica do pensamento cristão. Nascida num lar evangélico, assimilei muito por estudo e por osmose. Sei que quando as esperanças fundamentadas no real se esvaem, o sobrenatural reaviva.
Estou no metrô, pensando no assunto porque ontem com as meninas entre uma palestra e outra, a discussão era sobre ser 'ateu' ou 'agnóstico'(Indo buscar o significado literal para Dona Thaíse no dicionário online )
Conheço mais agnósticos que ateus convictos.
Lembrei agora de um doce de menina que se dizia lésbica. No primeiro contato real com o homossexualismo sei que ela se assustou e se encolheu. Tempos depois, apareceu com um namoradinhO, o que, particularmente, me chocou.
Um amigo em comum já havia previsto isso. Sem o menor machismo no discurso, ele dizia que ela devia ter se decepcionado com os homens e que a quantidade de vezes que ela reafirmava sua opção sexual era mais para convencer a si mesma que à sociedade. E ele tinha razão.
Assim como um outro amigo que eu e algumas outras pessoas próximas chegamos à conclusão que o que ele chama de ateísmo é apenas um ressentimento com Deus. Ele O odeia e por isso O nega.
Eu respeitaria a posição dele de não acreditar mas vejo que ele simplesmente O questiona.
Questiona o porquê do sofrimento humano, da injustiça, da morte, da falta de amor. Questiona a suposta perfeição divina.
Vejo nele um grande conflito interno. Mas quem não os tem?
Deus decepciona, homens decepcionam e as falhas de mercado provam que a mão invisível também decepciona.
Não sei se, um dia, nós economistas, os filósofos, os fiéis, os religiosos, os conselheiros amorosos, a humanidade em geral, se nós teremos as respostas dessas perguntas. Muito provavelmente não durante a minha curta estadia nesse mundo. Mas como dizia um comercial de tv "Não são as respostas que movem o mundo. São as perguntas".

domingo, 9 de maio de 2010

Mães

É dia das mães! E como daqui a uma hora mais ou menos estarei indo trabalhar digamos que eu antecipei as comemorações do dia de hoje. Ontem cedo, antes de ir pra aula, deixei a minha mãe onde se encontraria com o pessoal da Igreja dela para um café num lugar bacana. E enquanto ela provava sabores e aromas, eu calcula algumas derivadas. Coisa básica até desde que eu não me recorde que a única coisa que eu tinha comido foi um croissant que me deu azia.
Ia pegar meu filho no caminho com o pai dele e levá-lo ao cinema. Mas planos são apenas esperança de um futuro incerto. Não achei nenhum filme infantil em cartaz e desisti completamente de levá-lo para ver 'Alice no País das Maravilhas' do Tim Burton (diretor do filme), depois de analisar e discutir com amigos que qualquer leitura infantil como a de Walt Disney desmerecia e descaracterizaria o livro e que qualquer leitura adequada não seria absorvida por uma criança.
Resolvi passar (pausa porque o Caio acordou, avistou da cama a caixa de lápis de cor que compramos ontem no supermercado e já quer pintar. Detalhe são 6:12 da manhã)... Retomando: Resolvi passar em casa, tomar um banho e repensarmos o que faríamos já que cinema não era mais uma opção. Enquanto me trocava minha mãe chegou e fomos nós quatro almoçar. Lembrei de uma churrascaria rodízio que (pasmem!) apesar dela custar, por pessoa, quase cinco vezes meu gasto díário com almoço, nunca tinha conseguido entrar por causa do tamanho da fila. Hoje é o típico dia de se ter pena de quem pretende almoçar lá. Fila de espera de 3, 4 horas.
Mas valeu a pena. O ambiente é agradabílissimo, a comida é excelente e todo mundo adorou. O Caio ficou extasiado com o aquário de lá como ele fica com vários outros. Eu sempre adorei aquários. Só deixei de ter um em casa desde que engravidei dele. Como eu tinha que lavar e cuidar dos peixes e na gestação eu não tolerava o cheiro, distribuí os peixes e desmontei o aquário.
Fora o fascínio por peixes ornamentais meu filho 'herdou' de mim o gênio 'dificil', o excesso de vontades, a determinação (determinação de, às vezes, torrar o saco alheio). E foi observando o que a gente tem de incomum hoje que fui às lágrimas.
Meu filho na última semana voltou a fazer xixi na roupa. Nem ia ao banheiro sozinho, nem pedia e, muitas vezes, nem levado queria usar o banheiro. Lembro claramente de ter pedido pra minha mãe pra que não repetisse porque era um assunto que eu só resolveria pós provas, ou seja, à partir de sabádo.
Mas a culpa (a mesma culpa por todos os problemas humanos que minha querida amiga Bárbara me disse que eu carrego nessa mesma semana), a culpa estava me matando. Me questionava entre uma leitura e outra, entre um dos milhares cálculos e fórmulas as quais fui apresentada essa semana:"Que merda de mãe sou eu?". Não consigo dar conta COM EXCELÊNCIA de tudo que eu me proponho a fazer. Só me dou conta que estou num caminho bacana quando comparativamente alguém me diz que vive a mesma situação.
E essa culpa me levou a mesmo sabendo que eu provavelmente perderia a noite de sono, na sexta-feira pegar o carro e ir no Habib's (se não o mais perto, o mais perto que tinha brinquedos como piscina de bolinhas, barco viking e escalada). O Caio estava mais sorridente porque entre me trocar e sair de casa eu ia descrevendo pro pai dele o que estava acontecendo e pedindo mais paciência e atenção de todos com o meu filho. E a minha forma de 'dar o recado' nem sempre é a mais sutil (E eu e a May concordamos que dar uma de louca é preciso e que enquanto surtir efeito não tem coisa melhor a se fazer).
Meu filho está visivelmente melhor e eu também por consequência. Voltou a usar o banheiro normalmente, a brincar e a sorrir.
E eu só resolvi escrever esse post por duas razões: Porque estou nitidamente emocionada por um momento de interpretação dúbia com um ser querido, pensando 'O que é que ele quis dizer com aquilo?' e, o maior deles, porque depois do rodízio passamos pelo mercado e eu conversando com a minha mãe ouvi dela que... "Lembra de como você me cobrava atenção? Como reclamava que eu não tinha tempo para ir nas coisas da escola ou com você procurar emprego?". E sim, eu me lembro perfeitamente. Isso aconteceu até uns 15 anos. Eu sentia uma falta enorme dela e cobrava escancaradamente. Eu a amava e só queria que ela participasse mais da minha vida.
Hoje consigo ver o quanto essa cobrança era cruel. Até porque ela também se lembra disso até hoje. Doeu em nós duas. E essa reflexão cai naquela frase que pode até parecer clichê de que você só compreende os seus pais quando também se torna pai.
Minha mãe precisava sozinha terminar a obra de uma casa, criar dois filhos pequenos e meu irmão com alguns problemas de saúde, trabalhar para nos manter e ainda e mais importante ajudar a construir o nosso caráter. Ela fez o melhor que pode sempre. NUNCA nos deixou com ninguém para ir para uma festa, balada, evento... Sair para ela sempre signicou sair com a gente.
Quando meu filho nasceu, meu primeiro dia das mães dei à ela flores com um cartão em que escrevi algo sobre isso: No primeiro dia em que eu fiquei sozinha com o meu filho, ele devia ter aproximadamente um mês. O Caio engasgou com o leite que havia mamado, por causa de um refluxo tratado posteriormente e fomos parar no hospital.
Com aquele bebezinho nos braços, vi o tamanho da dor que é estar sozinha e ver seu filho amado em perigo de vida.
Nesse dia eu tinha uns 800 reais em casa e lembro de ter enfiado no carrinho com celular e documentos quando sai para pedir socorro no posto de saúde. De lá nos levaram para o hospital e até o meu filho ficar bem eu nem me lembrava nem queria me lembrar onde eu havia deixado o tal carrinho. Nada no mundo era mais importante que o bem estar do meu filho. Nada.
Lembro também de no final da tarde depois de uma bateria de exames estar com a minha roupa molhada, sem blusa num dia frio, chegar em casa de táxi sem dinheiro porque eu não sabia mais por onde andavam as minhas coisas e desabar de chorar quando eu contei tudo para a minha mãe e ela me abraçou.
Ser mãe é isso. É sofrer pelos filhos, é sorrir quando eles estão bem, é fazer o máximo que você pode em todos os sentidos e saber que é sempre pouco, saber que eles precisam demais e se culpar por isso. Ser mãe é amar sem a certeza de que será amada, injustiçada muitas vezes, pelos próprios filhos e pelas próprias cobranças. Mas na minha vida ser mãe é o que dá sentido a minha existência, é o que me dá forças para continuar, é o que aumenta em progessão aritmética a minha determinação por ser e fazer feliz. Só desejo a todas as mães amorosas, guerreiras, não as parideiras que apenas botam no mundo mas as mulheres de fibras que tentam com todas as suas forças que seus filhos se tornem pessoas de bem e felizes, desejo apenas um FELIZ DIA DAS MÃES!

P.S.:(9:04) No caminho, saindo da estação de trem vi uma mãe que se ajoelhava em frente ao seu filho de uns 3 ou 4 anos para lhe assoar o nariz. Ser mãe é isso ... É se pôr à altura dos filhos para ajudá-los. xD

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Apoiado!

Cansada. Estou tentando estudar para uma matéria que 'qualquer macaco adestrado' (palavras de Thata) seria capaz de acompanhar. Na minha primeira prova, tirei 9,5. Mas essa está realmente me assustando (como todas as outras). Tenho um desempenho acima da média por alguns fatores como maturidade e falta de autoconfiança (sempre espero o pior resultado e tento evitar que ele seja tão drástico assim).
Essa semana uma das minhas frases no MSN era (fui buscar no hotmail para copiar e colar aqui). É exaustiva essa rotina de estudante com todos os outros papéis que se tem que desempenhar na vida adulta. Ainda bem que tenho muita gente me apoiando.
Sou a prova viva que ninguém vive sozinho. Esses dias falavámos de unhas, lembro de ter dito a minha amiga do café aqui que eu sou incapaz de me lembrar a última vez que lavei uma louça. Não tenho tempo para isso.
Essa sensação de apoio é maravilhosa. De que você não está sozinha. E parte das minhas crises de ansiedade vem justamente daí. Penso que eu tenho pouco tempo para dar uma família ao meu filho, com um 'paidrasto', irmão, ... enfim. Pouco tempo para pensar na vida acadêmica dele (e não que eu não pense desde que eu estava grávida). Eu quero que o meu filho tenha uma infraestrutura educacional, econômica e familiar. E eu tenho que correr atrás disso. Sozinha com o apoio dessas pessoas.
Sei que o colégio, o transporte escolar, o uniforme são de minha total responsabilidade. Mas também sei que posso contar com eles (minha mãe, meu irmão e o pai dele) para pegar na perua, ir a reunião da escola, ficarem com ele nos find de semana que eu trabalho.
Tenho medo da responsabilidade de educar. Não me perdoaria se errasse nisso. Não acho que o fato dele ser bem sucedido em todos os aspectos da vida depende só de mim mas acredito que é a educação quem dá as diretrizes para isso.
Meu filho é meu maior amor e essa é a minha forma de provar isso para ele. Não projetando meus sonhos na vida dele mas tentando dar as ferramentas para que no futuro ele possa levar a vida dele como ele achar melhor.

Tenho controlado mais a ansiedade mas sem nenhuma providência categórica. Tenho tido TPM's terríveis e machucado algumas pessoas entre elas. Acho que o problema é um desequílibrio hormonal (e não mental como parece, às vezes).
Tenho dormido mais, comido menos e voltei às atividades físicas. Tenho repetido mais do meu próprio mantra 'Existem problemas que eu posso resolver e com esses eu não me preocupo porque, afinal, eles tem solução. E existem problemas que eu NÃO posso resolver e com esses eu também não me preocupo já que eles não tem solução'.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mais uma segunda ...

Estou em off no MSN porque disse aos meus maiores e queridos amigos no sábado "Bjo ...Até terça" ... Tenho tentado me policiar quanto ao tempo em que fico em frente ao pc. Apesar disso hoje ao sair do banco entrei numa loja para namorar meu futuro netbook rs*.
O vendedor quis me empurrar um desktop e um notebook ao que eu respondi que eu já tenho. Acho que, por um momento, ele questionou então qual seria a verdadeira necessidade da minha aquisição. E só quem já transportou um notebook no transporte público é capaz de me compreender.
Mentiria se não afirmasse que a Universidade nos deixa à disposição 'n' pcs (Sim, Ana eu vou à sala de informática para estudar, inclusive com a srta :P). Mas é um mimo que eu me darei pelo Dia das Mães, pelo Dia do Trabalhador, quiçá pelo meu niver (já que eu não tenho outro sonho de consumo realizável nos próximos meses).

Falando em niver, o Sol está em Touro e a canceriana aqui tem um número sem fim de amigos taurinos. Alguns vejo diariamente como a Ana, a Sandy, a Low, outros que vejo uma vez por ano como as Kellys (as 3), e outros os quais nunca vi mas nem por isso são menos amados.
Tenho amigos de todos os signos do Zodíaco mas a maior concentração está mesmo nos nascidos sobre os chifres e cauda. À todos, muita luz e que as Forças do Bem os acompanhe por toda a vida e que esse novo trecho de suas existências seja repleto de êxito material, profissional, emocional, ... Que nada os desvie do caminho da Luz, do Bem , do Amor e que continuem sendo a minha família 'por escolha'. As pessoas as quais acolhi e por quem fui acolhida para trajetória da vida. Amo todos vocês!

Passei o domingo inteiro debruçada nos livros. Esses dias conversando com o Beto o quanto é fácil emagrecer 'desde que' você coma direito (refeições balanceadas), pratique uma atividade física, durma bem, mantenha o equilíbrio emocional; fiz a correlação com estudar. O ser humano é passível de aprender qualquer coisa. Na verdade, 'passível' não foi um bom termo rs*. Reformulando: "O ser humano é 'ativo' de aprender qualquer coisa".
Desde que você assista às aulas, leia todos os slides, toda a leitura obrigatória e complementar, consulte os plantonistas não há Matemático formado pela USP que te derrube (me rachando de rir comigo mesma). Mas enfim (aquele 'enfim' conclusivo que não conclui nada)... era isso. Lembrei que eu tenho que ver uma nota que o meu querido teacher colocaria no site da Universidade. Alguém me manda boas vibrações, pelamor ...xD

P.S.: Fiquei mesmo sem entrar desde sábado à tarde. Entrei agora para transferir os créditos da Nota Fiscal Paulista porque a minha mãe estava me atormentando com o assunto xD.

sábado, 1 de maio de 2010

A repetição do mesmo erro ...

Meus olhos queimam... Dormi de lentes de contato mais uma vez. Sabia quais as possíveis complicações e mesmo assim o cansaço me impediu que as retirasse. Apesar de estar com os olhos em brasa, lacrimejando desde a hora que acordei foi a primeira vez que cogitei não usar mais lentes de forma real, apesar disso já ter me acontecido inúmeras outras vezes.
Faço a mesma coisa com a minha vida amorosa. Como 'agente racional/ consumidora que quer maximizar a utilidade' eu sei das possíveis reações para certas atitudes que tomo seguidamente em relações diferentes. Mas, no momento, me parece sempre a única opção, o único caminho a se tomar de frente à exaustão.
Por que eu não evito o que me faz mal? Por que eu tento de novo, da mesma forma se eu tenho um histórico dizendo que não vai dar certo?
Algumas vezes, eu tenho que confessar, é por uma lógica que deixaria no chinelo qualquer superinvenção do Mc Gyver. Exemplo: o último cara com quem me envolvi de verdade, a quem entreguei meus sentimentos, todo mundo que nos conhece veio me dizer que eu não deveria. Principalmente as meninas diziam que eu iria quebrar a cara, que ele iria me trocar por outra em uma semana, ...
Virou um mix de 'Que bom, vou quebrar a cara e poder culpar ele' com 'Posso fazer com que seja diferente'. E foi diferente! Ficamos perdidamente apaixonados e foi uma das coisas mais lindas que eu já vivi.
Num primeiro momento, eu tinha um medo terrível de que os outros tivessem razão. Depois a combinação da minha carência, insegurança, simplificadamente: meu medo e suas variáveis fizeram o trabalho que resultou numa separação de almas.
Pelo menos, a dele se foi. Ainda penso sobre o assunto. Mesmo com a recordação ficando desbotada como foto antiga, ainda penso ...

Em meio às idas e vindas, términos e reatos, ele me pediu duas vezes para deixar de ser 'depressiva'. Eu cultuo a minha depressão. Vira e mexe saio um pouco da minha sala de aula porque aquela 'alegria matinal' me enjoa, me irrita. Mas quando ele falou doeu. Doeu porque era verdade.
Eu estava mergulhada até o último fio de cabelo numa depressão companheira. Mas sei que choramingo demais aos meus queridos, me escondo demais, me fecho demais em relação a algumas coisas também. E até esse comentário parecia que isso era a minha personalidade. Alex me fez ver que era um estado de espírito.

Essa semana resolvi sair do sedentarismo que se tornou a minha vida. Voltei a caminhar (Apesar de alguns amigos dizerem que "'caminhada' é pra 3ª idade"... até pouco tempo atrás tinha tentado voltar para academia. Tentei arrastar a Low junto que até se comportou direitinho. Íamos rigidamente todos os dias. Mas o Tae kwon do, com seus pulinhos, gritinhos e saltinhos, nunca me trariam a paz e a reflexão que 1h, 45 min, no mínimo de caminhada me dão. Apesar da Low dizer q eu salto no Tae como quem faz balé :p). E foi o melhor presente que eu poderia me dar. No máximo arrumo um marido (argh!) na Clélia, um daqueles ninos de agências de automóveis mas enfim ... é isso.

Meus olhos doem. Talvez eu vá ao hospital ...